Uma das pessoas que procuraram o Voz de Conquista para denunciar supostos casos de assédio moral e sexual dentro do CASE de Vitória da Conquista voltou a entrar em contato com a reportagem após a repercussão da matéria publicada pelo blog.
De forma anônima, a trabalhadora agradeceu pela divulgação do caso e afirmou acreditar que a situação começou a ser tratada com mais atenção após a exposição pública das denúncias.
“Gostaria de agradecer ao Voz de Conquista pela matéria sobre o assédio no CASE. Acredito que a coordenação tenha entendido a gravidade da situação, mesmo sem a divulgação do nome do agressor”, escreveu.
Segundo o relato encaminhado à reportagem, o coordenador citado nas denúncias não estaria trabalhando nos últimos dias. A denunciante afirma esperar que o afastamento esteja relacionado à apuração dos fatos, embora ainda não exista qualquer informação oficial sobre o caso.
“Quero acreditar que tenha sido afastado para averiguação dos fatos, embora até o momento nenhuma informação oficial tenha sido repassada”, afirmou.
A trabalhadora também destacou o medo de sofrer represálias caso sua identidade seja descoberta. Por isso, reforçou que continuará acompanhando o caso de forma anônima.
“Preciso do meu trabalho e temo sofrer consequências caso me identifique”, relatou.
A mensagem enviada ao Voz de Conquista ainda reforça que existem diferentes posicionamentos internos sobre o caso, inclusive entre pessoas que ocupam cargos superiores dentro da estrutura da unidade socioeducativa.
Mesmo diante disso, a denunciante afirma confiar que a verdade e a apuração responsável devem prevalecer.
“Quem conhece a situação sabe da gravidade do que está sendo relatado”, disse.
Denúncias seguem gerando preocupação
As denúncias envolvendo o CASE de Vitória da Conquista apontam supostos episódios de assédio moral e sexual praticados por um coordenador que ocupa posição de chefia sobre setores estratégicos da unidade.
Funcionárias afirmam que o profissional inicialmente se apresentava de maneira acessível e prestativa, mas depois passava a adotar comportamentos considerados abusivos, intimidatórios e constrangedores.
Segundo relatos enviados à reportagem, existe forte receio entre trabalhadores de formalizar denúncias oficialmente por medo de perseguições internas e até perda do emprego.
Além das denúncias atuais, o CASE já enfrentou nos últimos anos episódios de tensão interna, reclamações sobre sobrecarga de trabalho, crises administrativas e rebeliões envolvendo internos.
Voz de Conquista reafirma compromisso com responsabilidade
O Voz de Conquista reafirma que seguirá acompanhando o caso com responsabilidade, compromisso com a verdade e espaço aberto para todos os lados envolvidos.
A reportagem reforça que não divulgou nomes dos citados justamente para preservar a apuração correta dos fatos e garantir o direito de manifestação das partes envolvidas.
O espaço permanece aberto para esclarecimentos da direção do CASE de Vitória da Conquista, da empresa responsável pela administração da unidade e de qualquer pessoa mencionada nas denúncias.





