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A repercussão sobre a chegada de brasileiros deportados dos Estados Unidos sob Donald Trump expõe um interesse político claro. O governo Lula transformou o episódio em escândalo, apesar de situações semelhantes terem ocorrido antes, sob Joe Biden, sem qualquer reação significativa. Essa seletividade demonstra que o foco não é nos direitos humanos, mas em construir narrativas políticas.

As declarações de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Donald Trump, antes e depois da vitória do republicano nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, revelam um nítido duplo padrão que merece análise. Durante a campanha eleitoral norte-americana, Lula foi enfático em sua oposição a Trump, associando-o ao enfraquecimento da democracia e ao ressurgimento de ideologias autoritárias. No entanto, após a posse de Trump, o tom mudou drasticamente para um discurso conciliador e de parceria.

A crise humanitária em Conquista, gerada pelo êxodo de venezuelanos, não é um evento isolado, mas reflete anos de políticas desastrosas e autoritarismo que devastaram as bases econômicas e sociais da Venezuela. A conivência de líderes globais com o regime de Nicolás Maduro agravou ainda mais a situação, tornando-os cúmplices indiretos do sofrimento de milhões de pessoas.

Os desafios demográficos em Conquista refletem tendências globais, como aponta o blog de Giorlando Lima e o artigo do Wall Street Journal. A queda na taxa de natalidade, o aumento da imigração e as mudanças populacionais são fenômenos que, embora diferentes em escala, afetam tanto o município baiano quanto grandes nações ao redor do mundo. Essas transformações levantam questões cruciais sobre o futuro econômico e social de Vitória da Conquista e do cenário global.