O Conselho Local de Saúde do Miro Cairo realizou uma reunião marcada por cobranças relacionadas ao atendimento, à estrutura da unidade e às condições de trabalho dos profissionais. Durante o encontro, trabalhadores e integrantes do conselho apresentaram uma série de demandas que ainda precisam de solução e destacaram problemas que já foram cobrados e resolvidos pela gestão.
Um dos principais pontos discutidos foi a quantidade de equipes que atende a região. Segundo os relatos apresentados durante a reunião, o território do Miro Cairo já possui uma população estimada em cerca de 25 mil pessoas, enquanto apenas duas equipes seriam responsáveis pelo atendimento.
Para o presidente do Conselho Local de Saúde, Vinicius Lima, a ampliação do número de equipes deve ser uma das prioridades. Ele argumentou que melhorias na estrutura física são importantes, mas não resolvem completamente o problema se não houver profissionais suficientes para acompanhar uma população que continua crescendo.
Cadeiras foram cobradas pelo Conselho e chegaram à unidade
Durante a reunião, também foram lembradas demandas que já haviam sido apresentadas pelo Conselho e que tiveram resposta da gestão.
Um dos exemplos foi a situação das cadeiras utilizadas pelos pacientes. O Conselho cobrou a substituição dos equipamentos depois de constatar as condições em que alguns deles se encontravam.
Segundo o relato apresentado na reunião, após a cobrança, novas cadeiras chegaram à unidade, solucionando o problema que havia sido apresentado anteriormente.
A situação da caixa d’água também foi citada. O problema havia sido levado ao conhecimento da gestão e, posteriormente, a caixa d’água da unidade foi limpa.
Os episódios foram apresentados durante a reunião como exemplos de demandas que, depois de identificadas e cobradas, tiveram providências.
Unidade precisa de mais um notebook
Apesar de algumas demandas terem sido solucionadas, os profissionais afirmaram que ainda existem dificuldades no dia a dia de trabalho.
Uma das principais reclamações está relacionada aos computadores. Segundo a equipe, a unidade precisa de um notebook, pois os profissionais estão tendo que se revezar para utilizar os equipamentos disponíveis.
Existe outro notebook na unidade, mas o equipamento está preso em uma mesa na farmácia e atualmente está inoperante.
Para os trabalhadores, caso a gestão consiga consertar esse equipamento, a situação já melhoraria bastante. O computador poderia voltar a ser utilizado pela equipe e ajudaria a reduzir o tempo de espera entre os profissionais que precisam registrar informações e realizar suas atividades.
A reclamação foi apresentada como uma demanda relativamente simples, mas que pode gerar um impacto significativo na rotina da unidade.
Conselho cobra mais uma impressora
Outro equipamento apontado como necessário é a impressora.
Segundo os profissionais, a unidade precisa urgentemente de mais uma impressora para atender à demanda existente.
A falta do equipamento acaba dificultando o trabalho dos servidores e pode provocar atrasos em atividades que dependem da impressão de documentos.
A equipe considera necessária a disponibilização de mais uma impressora para melhorar o funcionamento da unidade.
Odontologia recebeu quantidade insuficiente de água destilada
Na área de odontologia, os profissionais também apresentaram uma reclamação relacionada ao fornecimento de materiais.
Segundo o relato apresentado na reunião, a unidade recebeu água destilada em quantidade insuficiente para atender adequadamente às necessidades do serviço.
A equipe destacou que o material é necessário para o funcionamento dos equipamentos e para a realização dos procedimentos odontológicos.
A cobrança é para que o fornecimento seja regularizado e a quantidade enviada seja suficiente para evitar novos problemas no atendimento.
Sobrecarga dos agentes comunitários
A situação dos agentes comunitários de saúde também foi amplamente discutida.
Os participantes relataram áreas descobertas após a saída de profissionais, além de problemas na distribuição dos novos agentes convocados.
Um dos exemplos citados envolve uma área com mais de mil pessoas que teria ficado sem cobertura adequada. Ao mesmo tempo, um novo agente teria sido direcionado para duas ruas que atenderiam aproximadamente 500 moradores.
Durante a reunião, os trabalhadores também relataram a pressão enfrentada no cotidiano. Entre os problemas está a cobrança para emissão de declarações de moradia, atividade que, segundo os participantes, não deveria ser atribuída aos agentes.
Os relatos mostraram que algumas situações acabam provocando forte desgaste emocional nos profissionais, que precisam lidar diariamente com demandas sociais que vão além das atribuições tradicionais da função.
Moradores enfrentam dificuldades para atualizar o Cartão SUS
Outro assunto que chamou atenção foi a atualização do Cartão SUS.
Segundo os relatos, moradores estariam encontrando dificuldades para atualizar seus cadastros. A situação estaria prejudicando inclusive a realização de exames e outros procedimentos.
Foi citado o caso de uma gestante que teria comparecido para realizar um exame, mas não conseguiu atendimento devido a problemas relacionados à atualização do cadastro.
Reclamações sobre o Facilita Saúde
Os participantes também apresentaram reclamações relacionadas ao atendimento para atualização do Cartão SUS no Facilita Saúde.
Segundo o relato apresentado durante a reunião, são distribuídas 100 senhas pela manhã e 50 à tarde.
A quantidade limitada de senhas foi apontada como um dos obstáculos enfrentados pelos moradores que precisam atualizar seus dados.
A situação é ainda mais complicada para famílias numerosas. Foi citado o caso de uma família com 17 integrantes, que precisaria comparecer várias vezes ao serviço para conseguir atualizar os cadastros de todos.
Os participantes defenderam a necessidade de melhorar o atendimento para evitar que moradores tenham de realizar vários deslocamentos para resolver uma mesma demanda.
Mudança de ônibus prejudica moradores que precisam ir ao Esaú Matos
O transporte público também entrou na pauta da reunião.
Moradores relataram dificuldades depois da alteração de uma linha de ônibus que anteriormente passava pelo bairro e deixava passageiros na porta do Hospital Municipal Esaú Matos.
Segundo os relatos, a linha P54 teria sido retirada, enquanto a população passou a utilizar outra opção, identificada durante a reunião como P50. Com a mudança, moradores que precisam chegar ao hospital passaram a enfrentar a necessidade de utilizar dois ônibus.
A situação foi considerada especialmente preocupante para pacientes que precisam realizar exames, consultas e outros procedimentos no Esaú Matos.
A demanda deverá ser encaminhada à Secretaria de Mobilidade para avaliação.
Conselho também discutiu falta de equipes
Além dos problemas pontuais de equipamentos e estrutura, o Conselho voltou a destacar a necessidade de ampliar a cobertura da atenção básica.
A avaliação apresentada durante a reunião é de que o crescimento populacional do Miro Cairo e de regiões próximas aumenta a pressão sobre as equipes existentes.
Segundo os participantes, existem áreas que ainda precisam de cobertura adequada e moradores que não estão devidamente acompanhados pelas equipes.
A discussão reforçou a necessidade de novas convocações de agentes comunitários e da ampliação das equipes de saúde.
Demandas seguem sendo cobradas
A reunião serviu para reunir reclamações dos trabalhadores e moradores e registrar problemas que afetam diretamente o funcionamento da unidade.
Entre as demandas apresentadas estão a ampliação das equipes, equipamentos de informática, uma nova impressora, regularização do fornecimento de água destilada para a odontologia, problemas relacionados ao atendimento do Cartão SUS e mudanças no transporte público para o Hospital Esaú Matos.
Ao mesmo tempo, o Conselho destacou que algumas cobranças já produziram resultados. Foi o caso das cadeiras, que foram solicitadas e posteriormente chegaram à unidade, e da limpeza da caixa d’água.
A reunião reforçou a cobrança por melhorias na estrutura e nas condições de trabalho, além de soluções para problemas que atingem diretamente os moradores atendidos pelo Miro Cairo.





