O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar o Conselho da Paz de Gaza. Trump afirmou que espera uma atuação relevante do petista no grupo e disse ter apreço pessoal por Lula.
Apesar do gesto, o convite não agradou ao governo brasileiro. Segundo informações da CNN Brasil, o Palácio do Planalto demonstra resistência à proposta apresentada pelos Estados Unidos.
De acordo com apuração do jornalista Caio Junqueira, integrantes do governo avaliam que o conselho concentra poder excessivo nas mãos do presidente americano. Essa estrutura, na visão do Planalto, reduz a autonomia dos demais países participantes.
O convite surge em um momento de forte tensão internacional, marcado pelo conflito na Faixa de Gaza. O Brasil costuma defender soluções diplomáticas baseadas no multilateralismo e no equilíbrio entre as nações envolvidas. Por isso, o governo analisa o impacto político e diplomático antes de tomar qualquer decisão.
Até agora, o Planalto não confirmou se Lula aceitará o convite. A definição deve considerar o papel real que o Brasil teria no conselho e os possíveis reflexos na política externa do país.


