Um comprovante de benefícios sociais, somando mais de R$ 1.700,00, viralizou nas redes. O caso reacendeu um debate importante: até onde o governo deve ir no apoio direto às famílias? E, principalmente, quando essa ajuda começa a desestimular o trabalho e criar dependência?
O impacto fiscal e o risco de dependência
Nos últimos anos, o gasto com programas sociais cresceu de forma acelerada. Os benefícios ajudam muitas famílias, mas também pesam no orçamento público. Quando os auxílios se tornam permanentes, podem gerar acomodação. Para algumas pessoas, o valor recebido parece suficiente para cobrir necessidades básicas. Assim, o incentivo para buscar emprego formal diminui.
Dignidade do trabalho em ameaça
O trabalho oferece autonomia e autoestima. Quando o governo amplia benefícios sem criar oportunidades reais de emprego, surge um problema. Muitos acabam preferindo a segurança temporária dos auxílios. Isso enfraquece a força produtiva do país e reduz o dinamismo da economia.
A falsa sensação de estabilidade
Receber mais de R$ 1.700 em auxílios dá certo alívio financeiro. Porém, essa renda depende de decisões políticas e pode mudar a qualquer momento. A família fica vulnerável a cortes e ajustes no orçamento público. Esse modelo não garante ascensão social de longo prazo.
Quem perde com o assistencialismo excessivo?
- Trabalhadores: há menos incentivo para procurar emprego formal.
- A economia: a produção cai e o empreendedorismo enfraquece.
- As futuras gerações: cresce a cultura de dependência.
- O próprio Estado: os gastos aumentam e limitam investimentos essenciais.
Assistência precisa de equilíbrio
Programas sociais são importantes e devem existir. Contudo, eles devem servir como ponte, e não como muleta. O país precisa de políticas que gerem emprego, qualificação e autonomia. Sem isso, o assistencialismo apenas mantém as pessoas onde estão, sem perspectiva de crescimento.


