Presidente do Senado aposta no apoio de partidos do Centrão para continuar no comando da Casa em 2027, enquanto o PL articula candidatura própria para disputar o cargo.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), calcula que já conta com pelo menos 48 votos para tentar a reeleição ao comando da Casa em fevereiro de 2027. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pela CNN Brasil, com base em relatos de interlocutores do senador.
Além das articulações para permanecer na presidência, Alcolumbre sinalizou que não pretende colocar em pauta pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente contra Alexandre de Moraes. A posição pode ampliar as divergências com setores da oposição que defendem o avanço desses processos no Senado.
Alcolumbre aposta no apoio do Centrão
A estratégia do atual presidente do Senado envolve a manutenção de alianças com partidos do Centrão, grupo que reúne legendas de centro e centro-direita e que exerce influência nas negociações políticas do Congresso Nacional.
Segundo a CNN Brasil, Alcolumbre avalia ter condições de enfrentar um candidato do Partido Liberal (PL), mesmo diante do crescimento da bancada da legenda na próxima legislatura.
O PL pretende lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência da Casa. O partido deverá contar com a maior bancada do Senado a partir de fevereiro de 2027, o que aumenta seu peso nas negociações pela escolha do próximo presidente.
Apesar disso, a eleição depende da formação de uma maioria entre os 81 senadores. Por esse motivo, o apoio de outras legendas será determinante para os candidatos que pretendem assumir o comando da instituição.
Pedidos de impeachment de ministros do STF ficam fora dos planos
Outro ponto destacado na apuração é a posição de Alcolumbre sobre os pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a reportagem da CNN Brasil, o senador não pretende pautar esses pedidos, sobretudo os relacionados ao ministro Alexandre de Moraes, com quem mantém uma relação próxima.
A decisão envolve uma das atribuições políticas mais sensíveis da presidência do Senado. Cabe ao presidente da Casa decidir sobre o encaminhamento dos pedidos de impeachment de ministros do STF, observadas as normas legais e regimentais aplicáveis.
A possibilidade de abertura desses processos é defendida por setores da oposição, que cobram uma atuação mais incisiva do Senado em relação ao Supremo. A posição atribuída a Alcolumbre, por outro lado, indica que esse tema não está entre as prioridades de sua agenda neste momento.
É importante destacar que as informações sobre a contagem de votos e as intenções do senador foram divulgadas com base em relatos de interlocutores, e não representam uma confirmação pública de apoio formal dos parlamentares.
Eleição será realizada em fevereiro de 2027
A escolha do próximo presidente do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura. A votação será realizada pelos integrantes da Casa, e o resultado dependerá dos votos efetivamente registrados no processo eleitoral interno.
Até lá, as negociações devem envolver a distribuição de espaços políticos, a composição de alianças e as prioridades legislativas defendidas pelos diferentes partidos.
A disputa também ocorre em um contexto de reorganização das forças políticas no Congresso Nacional, com o PL buscando ampliar sua influência e os partidos do Centrão negociando sua participação na condução dos trabalhos legislativos.
Disputa deve movimentar os bastidores de Brasília
A projeção de 48 votos atribuída a Alcolumbre indica que o senador trabalha para consolidar apoio antes da eleição. Entretanto, a contagem ainda precisará ser confirmada nas urnas, especialmente porque a votação para a presidência do Senado é secreta.
A candidatura de Rogério Marinho pelo PL, por sua vez, coloca a formação de alianças no centro da disputa. O partido precisará negociar com outras bancadas para construir apoio suficiente, enquanto Alcolumbre busca preservar a coalizão que sustenta seu projeto de continuidade.
Nos próximos meses, as negociações em torno da presidência do Senado e a condução dos pedidos de impeachment contra ministros do STF devem permanecer entre os temas acompanhados de perto por parlamentares, partidos e setores da sociedade.
Fonte: CNN Brasil, reportagem publicada em 26 de outubro de 2026, assinada pelo jornalista Caio Junqueira.





