O show da banda Raimundos na madrugada deste domingo (03) ganhou um tom político e polêmico durante o evento Moto Paulo Afonso 2026, realizado em Paulo Afonso. O vocalista Digão interrompeu a apresentação para declarar apoio ao cantor Edson Gomes, em meio à repercussão de uma recente polêmica envolvendo o artista.
No palco, Digão foi direto ao ponto: afirmou que Edson Gomes estaria sendo “injustiçado pela lacração” e classificou a situação como “sacanagem” e “golpe baixo”. A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre liberdade de expressão, cancelamento e conflitos dentro da classe artística.
A controvérsia teve início durante o Troféu Armandinho & Irmãos Macêdo, no último dia 28 de abril, em Salvador. Na ocasião, a cantora Daniela Mercury fez um apelo público para que Edson Gomes fosse “carinhoso com a esposa”, além de reforçar que a classe artística não tolera violência contra a mulher. A declaração gerou desconforto imediato no evento.
Em resposta, Edson Gomes subiu ao palco, negou qualquer acusação e cobrou provas, afirmando que foi exposto de forma indevida diante do público. O episódio ganhou grande repercussão, dividindo opiniões entre artistas e fãs.
Posteriormente, Daniela Mercury pediu desculpas pela forma como se expressou, mas manteve sua posição. Segundo ela, a fala foi motivada por uma preocupação legítima com a violência contra mulheres — tema que segue sendo amplamente debatido no país.
O posicionamento de Digão agora adiciona um novo capítulo à história, evidenciando como o caso ultrapassou o episódio inicial e passou a mobilizar diferentes vozes do meio musical. Enquanto isso, o público acompanha atento os desdobramentos, que seguem alimentando discussões nas redes sociais e fora delas.
A situação levanta uma questão maior: até que ponto manifestações públicas entre artistas contribuem para o debate ou ampliam ainda mais os conflitos?





