O vereador Diogo Azevedo (PSDB), o mais votado de Vitória da Conquista nas eleições de 2024, reagiu à ação judicial que tenta retirar seu mandato após sua saída do União Brasil. Ele concedeu a declaração durante entrevista à Band FM, no hall da Câmara de Vereadores.
O suplente do União Brasil, conhecido como Alisson da Educação, ingressou na Justiça alegando infidelidade partidária depois da mudança de Diogo para o PSDB. Entretanto, o vereador afirmou que recebeu apoio do próprio suplente antes do início do processo.
“O que me estranha muito é que o suplente fez uma reunião comigo antes disso para me apoiar. Tenho no celular o dia e a hora que a gente se encontrou”, declarou.
Além disso, Diogo sugeriu que outras pessoas estariam por trás da ação. Sem citar nomes, ele afirmou que conhece os interesses políticos envolvidos no caso.
“A gente sabe a digital de quem é que tem nesse processo, infelizmente”, disse.
Vereador relata isolamento político
Ao explicar os motivos que o levaram a deixar o União Brasil, Diogo afirmou que enfrentou dificuldades dentro do grupo político mesmo após conquistar a maior votação da legenda em Vitória da Conquista.
Segundo ele, o governo municipal não atendeu suas solicitações durante mais de um ano. Além disso, o vereador relatou perseguições contra pessoas ligadas ao seu grupo político.
“Fiquei mais de um ano como vereador mais votado da União Brasil sem acesso a nada, sem um pedido atendido. Nenhuma solicitação de quebra-molas foi atendida. Pessoas ligadas a mim foram perseguidas e demitidas”, afirmou.
Por isso, Diogo sustenta que tomou a decisão correta ao deixar o partido. O parlamentar também demonstrou confiança na defesa apresentada à Justiça.
Segundo ele, a legislação garante respaldo para sua mudança partidária e deve comprovar a legalidade da sua escolha.
Declarações ampliam debate sobre relação com Sheila Lemos
As declarações acontecem poucos dias após uma entrevista da prefeita Sheila Lemos à imprensa de Salvador. Nos últimos dias, a saída de Diogo do União Brasil e a movimentação em torno da pré-candidatura de Wagner Alves aumentaram as especulações sobre um possível desgaste entre aliados políticos.
Apesar disso, Sheila negou qualquer conflito.
“Não tem briga nenhuma, pelo menos da minha parte não tem”, declarou.
Além disso, a prefeita reforçou que mantém amizade com o vereador.
“Diogo continua sendo meu amigo”, afirmou.
No entanto, as críticas frequentes feitas por Diogo na tribuna da Câmara e as denúncias de perseguição política apresentadas durante a entrevista alimentam os debates sobre os bastidores da política conquistense.
Apoio à oposição estadual
Durante a entrevista, Diogo também confirmou aproximação com lideranças da oposição na Bahia. Segundo ele, participou recentemente de reuniões com integrantes do grupo que articula a futura chapa majoritária para as eleições estaduais.
Além disso, o vereador afirmou que a prioridade não envolve disputas pessoais. Para ele, o foco deve permanecer em um projeto coletivo para o estado.
“A preocupação que eu tenho é com o coletivo, com um projeto coletivo de mudar a realidade que a Bahia enfrenta”, declarou.
Diogo também destacou sua trajetória dentro do antigo PFL, atual União Brasil. Segundo o parlamentar, ele construiu uma história política na legenda desde 2003. Entretanto, afirmou que o cenário político local o obrigou a buscar um novo caminho partidário.
Agora, a Justiça analisará os argumentos apresentados pelas partes. Enquanto isso, o processo continua movimentando os bastidores políticos de Vitória da Conquista e pode influenciar diretamente os próximos capítulos da disputa pelo comando político do município.





