Greve dos rodoviários pode avançar em Vitória da Conquista após impasse salarial
O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Vitória da Conquista, Álvaro Silva Souza, concedeu entrevista à Rádio Conquista FM e falou sobre o risco de uma nova greve no transporte coletivo da cidade. Segundo ele, a categoria está insatisfeita com a proposta salarial apresentada pelas empresas de ônibus.
Além disso, Álvaro afirmou que o aumento do custo de vida tem afetado diretamente os trabalhadores do setor. De acordo com o sindicalista, os índices oficiais de inflação não representam a realidade enfrentada pela população.
“Quando a gente vai ao supermercado ou abastecer o carro, percebe que tudo aumentou muito mais”, declarou.
Sindicato critica perda do poder de compra
Durante a entrevista, o presidente do sindicato afirmou que os cobradores estão sofrendo perdas salariais. Segundo ele, o piso da categoria acabou ficando abaixo do salário mínimo nacional após os últimos reajustes.
Por isso, o sindicato pede aumento de 6% para os motoristas e 10% para os cobradores. A proposta busca evitar novas perdas salariais nos próximos meses.
Além da questão salarial, Álvaro também criticou a demora nas negociações. Segundo ele, a pauta foi entregue às empresas e à Prefeitura ainda no mês de março. No entanto, a primeira resposta só aconteceu em maio.
Categoria ameaça ampliar paralisação
Atualmente, apenas 40% da frota segue circulando em Vitória da Conquista. Ainda assim, o sindicato afirma que a decisão foi tomada para reduzir os impactos sobre estudantes e trabalhadores.
Segundo Álvaro, a categoria poderá endurecer o movimento caso não exista acordo até sexta-feira. Entre as possibilidades estão uma greve geral ou até a implantação da chamada “catraca livre”.
Nesse modelo, os ônibus circulariam normalmente. Porém, os passageiros não precisariam pagar passagem.
Sindicato rebate nota da Prefeitura
Durante a entrevista à Rádio Conquista FM, Álvaro também respondeu à nota divulgada pela Prefeitura de Vitória da Conquista. A gestão municipal afirmou que reajustes acima da inflação poderiam aumentar os custos do sistema e provocar impacto nas contas públicas.
Entretanto, o presidente do sindicato discordou da justificativa. Ele lembrou que a tarifa do transporte coletivo teve aumento de 18,5%, passando de R$ 3,80 para R$ 4,50.
Além disso, Álvaro destacou que as empresas recebem subsídios da Prefeitura e não enfrentam mais concorrência do transporte clandestino.
Nova reunião pode acontecer nos próximos dias
Apesar do clima de tensão, o sindicato acredita em uma possível retomada do diálogo. Segundo Álvaro, representantes das empresas já procuraram os advogados da categoria para discutir uma nova reunião.
Por fim, o presidente afirmou que espera uma solução rápida para evitar maiores transtornos à população.
“O usuário é quem mais sofre com toda essa situação”, concluiu.





