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    Brasil

    Mônica Bergamo desmistifica indulto a Bolsonaro: “mera ilusão vendida ao eleitor”

    Vinicius LimaPor Vinicius Limasetembro 1, 2025Nenhum comentário2 minutos lidos
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    A política brasileira parece cada vez mais um grande espetáculo. Só que, em vez de fortalecer a democracia, alguns atos acabam transformando instituições sérias em palco de disputas narrativas. O resultado? Um cenário que beira o absurdo.

    Quando ministros viram porta-vozes de bastidores

    O simples rumor de que ministros estariam vazando informações internas já seria suficiente para causar estranheza. Afinal, o segredo de Justiça existe por um motivo: preservar a imparcialidade. Mas quando a palavra de dentro do tribunal se espalha como fofoca de bastidor, quem perde é a confiança da sociedade.

    O voto que chega antes do processo

    Outro fenômeno curioso é ver ministro adiantando voto em processos que talvez nem existam. É como assistir ao final de um filme antes mesmo da estreia. A antecipação de posição fragiliza o próprio rito processual, desrespeita o contraditório e gera desconfiança sobre a seriedade das decisões.

    O indulto e a confusão institucional

    Nos últimos dias, declarações sobre um possível indulto a Bolsonaro trouxeram ainda mais barulho. Tarcísio de Freitas chegou a dizer que seria seu “primeiro ato” como presidente. Mas, como destacou a jornalista Mônica Bergamo na BandNews FM, isso não passa de “mera ilusão vendida ao eleitor”.

    O indulto é prerrogativa exclusiva do presidente da República, garantida pelo artigo 84 da Constituição. O STF pode analisar a constitucionalidade do ato, mas não tem poder para negar sua existência. Misturar essa competência com disputas políticas é confundir — ou pior, manipular — a opinião pública.

    O que está em jogo?

    Quando ministros se comportam como comentaristas, quando promessas políticas ignoram a Constituição e quando o próprio debate institucional é transformado em marketing eleitoral, quem perde é a democracia.

    Esses episódios não são apenas polêmicas pontuais. Eles revelam um padrão perigoso: o enfraquecimento das instituições pelo uso irresponsável da palavra.

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