Em entrevista à Rádio Conquista FM, o presidente da Câmara de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro, reforçou um princípio que, segundo ele, deve orientar toda gestão pública: o poder público precisa facilitar a vida do cidadão e não criar mais burocracia.
A declaração ocorreu durante o debate sobre a Tarifa de Pós-Utilização (TPU) da Zona Azul, tema que mobiliza vereadores, comerciantes e motoristas nos últimos meses.
Debate começou ainda em novembro
Desde o início da regulamentação feita pela Prefeitura de Vitória da Conquista, em novembro do ano passado, a Câmara acompanha o tema de perto. Naquele período, Ivan já conversava com a prefeita sobre os impactos da taxa e sobre a possibilidade de aplicação de multas.
Além disso, o presidente participou de reuniões com representantes do comércio local, incluindo a Câmara de Dirigentes Lojistas. Segundo ele, a discussão vai além da arrecadação. Ela afeta diretamente a rotina de quem trabalha, consome e circula pelo centro da cidade.
Fim da taxa exige atenção
Nos últimos dias, vereadores utilizaram a tribuna para enaltecer o fim da TPU. No entanto, Ivan fez um alerta importante. Para ele, o debate não pode se limitar à retirada da cobrança.
Sem a tarifa, muitos usuários podem receber multas de forma direta. Como resultado, o impacto financeiro pode ser ainda maior. Portanto, a solução precisa considerar as consequências práticas para a população.
“É preciso ter estacionamento rotativo, é preciso cobrar, mas que seja uma cobrança justa”, afirmou.
Suspensão e próximos passos
Recentemente, a Prefeitura de Vitória da Conquista anunciou a suspensão da cobrança da Tarifa de Pós-Utilização por tempo indeterminado. A decisão mudou o rumo do debate. Ainda assim, Ivan defende cautela.
Segundo ele, o fundamental não é apenas suspender ou manter a taxa. O mais importante é avaliar se a medida realmente melhora a vida do cidadão. Caso contrário, o poder público apenas troca um problema por outro.
Menos burocracia, mais eficiência
Para o presidente da Câmara, a cidade precisa de organização. O estacionamento rotativo garante vagas e estimula o comércio. Entretanto, a gestão pública deve agir com equilíbrio.
Em vez de ampliar exigências, a administração deve simplificar processos. Em vez de surpreender o cidadão com penalidades, deve orientar e dialogar. Assim, constrói-se uma política pública mais eficiente e mais justa.
No centro dessa discussão está uma convicção clara: a função do poder público é servir. E, acima de tudo, servir significa facilitar — nunca complicar.





