Após quase cinco anos de espera, a Justiça finalmente marcou o julgamento do acusado pelo feminicídio de Sashira Camilly Cunha Silva. O júri acontecerá no dia 10 de fevereiro, a partir das 8h, na cidade de Feira de Santana, no interior da Bahia.
A informação foi divulgada pelo Blog do Sena, que acompanha o caso desde o início e tem trazido atualizações importantes para a população de Vitória da Conquista e região.
Crime Que Chocou a Região
O crime ocorreu em 2021 e causou grande comoção social. Sashira tinha apenas 19 anos, era estudante e tinha uma vida inteira pela frente. Segundo as investigações, o ex-namorado teria atraído a jovem e planejado o assassinato.
Dias depois, a polícia encontrou o corpo da vítima em um terreno na zona rural de Planalto. Desde então, familiares e amigos lutam por justiça e cobram respostas do sistema judiciário.
Além disso, o caso se tornou símbolo da luta contra a violência de gênero na região.
Processo Marcado por Adiamentos
Desde o crime, o processo passou por diversos recursos e adiamentos. Por isso, a família enfrentou anos de espera e frustração. Cada nova mudança de data aumentava ainda mais a dor dos parentes.
Agora, com a definição do júri, cresce a expectativa por um desfecho. Ao mesmo tempo, permanece o sentimento de indignação pela demora.
Enquanto isso, movimentos sociais continuam pedindo celeridade e punição para crimes de feminicídio.
Por Que o Julgamento Será em Outra Cidade?
A Justiça decidiu transferir o julgamento de Vitória da Conquista para Feira de Santana por meio do chamado desaforamento. Esse recurso permite mudar a comarca quando há risco de influência sobre os jurados ou ameaça à ordem pública.
De acordo com a decisão, a grande repercussão do caso em Conquista poderia comprometer a imparcialidade do júri. Por esse motivo, o processo seguirá em outra cidade, distante mais de 400 quilômetros.
Por outro lado, a família discorda da mudança e afirma que o julgamento deveria ocorrer no local onde o crime aconteceu.
Família Enfrenta Nova Batalha
Além da dor da perda, os familiares agora precisam lidar com as dificuldades de deslocamento. A viagem até Feira de Santana exige gastos e organização, o que torna o momento ainda mais pesado.
Mesmo assim, amigos, parentes e apoiadores prometem comparecer ao julgamento. A presença deles representa não só apoio à família, mas também um protesto contra a violência que vitimou Sashira.
Portanto, o dia 10 de fevereiro deve ser marcado por forte mobilização social.
Luta por Justiça Continua
O caso de Sashira segue como um lembrete duro da realidade enfrentada por muitas mulheres no Brasil. Por isso, além da decisão judicial, a sociedade cobra políticas públicas, prevenção e proteção às vítimas.
Enquanto o julgamento não acontece, a família mantém a esperança de que a Justiça seja feita e que o caso não caia no esquecimento.
Acima de tudo, o que se busca é respeito à memória de Sashira e responsabilidade por parte de quem cometeu o crime.




