O jornalista Mario Sabino fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal ao comentar a atuação de um de seus ministros em um caso de grande repercussão. Para ele, caberia aos próprios pares do magistrado agir. Essa intervenção deveria ocorrer por meio da presidência da Corte.
Segundo Sabino, o silêncio institucional agrava ainda mais a situação. Além disso, reforça a percepção de que o STF evita enfrentar seus próprios problemas.
Credibilidade do Supremo em xeque
Na avaliação do comentarista, a credibilidade do Supremo Tribunal Federal já está bastante desgastada. Ele destaca que a população demonstra desconfiança crescente em relação à Corte. Portanto, a omissão apenas amplia esse distanciamento entre o Judiciário e a sociedade.
Para Sabino, não se trata apenas de preservar a imagem do tribunal. Na verdade, o desafio é recuperar parte da confiança perdida ao longo dos últimos anos.
Defesa de afastamento e retorno à primeira instância
Diante do cenário, o jornalista defende a suspensão do ministro envolvido no caso. Além disso, argumenta que o processo deveria retornar à primeira instância. Segundo ele, esse caso nunca deveria ter sido conduzido no STF.
Assim, uma decisão firme poderia demonstrar compromisso institucional. Caso contrário, o desgaste tende a se aprofundar.
Suspeita de favorecimento e críticas à condução do caso
Outro ponto levantado por Sabino é a suspeita de favorecimento envolvendo o Banco Master e sua defesa jurídica. Para o jornalista, a condução do processo levanta dúvidas legítimas sobre a imparcialidade do julgamento.
Além disso, ele afirma que esse tipo de situação fragiliza ainda mais o sistema de Justiça. Especialmente quando envolve interesses financeiros de grande magnitude.
Recados pela imprensa não resolvem a crise
Sabino também critica a postura de ministros que, segundo ele, se limitam a enviar sinais por meio da imprensa. Para o comentarista, isso não é suficiente. O momento exige ações concretas e institucionais.
Embora suspensões de ministros sejam raras, ele ressalta que a gravidade do caso justifica uma medida excepcional.
Impacto no sistema de Justiça e na economia
Na visão do jornalista, o sistema de Justiça brasileiro já se encontra bastante fragilizado. Portanto, permitir mais esse episódio seria impor um novo golpe à sua credibilidade.
Sabino lembra que o caso envolve o que é tratado como a maior fraude bancária da história do país. Inclusive, esse entendimento não é isolado.
Reconhecimento público da gravidade do caso
Para reforçar seu argumento, Sabino menciona que até o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já reconheceu publicamente a dimensão do escândalo. O impacto financeiro, sobretudo sobre o Fundo Garantidor de Créditos, evidencia a gravidade da situação.
Dessa forma, o jornalista conclui que cabe ao STF agir. Caso contrário, a omissão pode consolidar a percepção de um tribunal incapaz de corrigir seus próprios desvios.


