A morte do servidor Leandro Marques Souza Freitas gerou tristeza, revolta e reflexão entre colegas e na comunidade. Mais do que uma perda individual, o caso expõe uma realidade que muitos ainda evitam encarar: o abandono da saúde mental no ambiente de trabalho e nas políticas públicas.
Sinais de alerta ignorados
Relatos recebidos pelo blog Voz de Conquista indicam que o sofrimento não começou agora. Colegas afirmam que perceberam sinais claros de que ele precisava de ajuda. Eles fizeram pedidos de socorro, inclusive por meios institucionais, mas não receberam resposta efetiva.
Uma colega destacou que a área onde ele atuava já enfrentava dificuldades e permanecia desassistida há tempos. Mesmo com os alertas, a gestão não apresentou soluções concretas. Entre os trabalhadores, cresce o sentimento de negligência.
Um sofrimento que não teve pausa
Outro relato revela um cenário ainda mais preocupante. Mesmo durante as férias, ele continuava frequentando o local de trabalho. Ele não fazia isso por obrigação, mas porque não conseguia lidar com a própria angústia.
A tristeza constante, o sentimento de vazio e a necessidade de estar no ambiente profissional mostram um quadro de sofrimento psicológico profundo. Segundo colegas, essas dificuldades já eram conhecidas.
Falta de apoio psicológico
Os relatos também apontam para a ausência de suporte adequado. Faltam profissionais de apoio psicológico tanto para os servidores quanto para a comunidade atendida. Em um ambiente já pressionado, essa falta de assistência agrava ainda mais a situação emocional de todos.
Dor e despedida limitada
A situação se torna ainda mais delicada diante da dificuldade de participação no sepultamento. A orientação repassada indica que o funcionamento seguirá normal, com liberação apenas uma hora antes do enterro, dependendo do horário.
Para muitos colegas, isso representa não só a dor da perda, mas também a limitação de um momento essencial de despedida.
Um alerta que não pode ser ignorado
O caso levanta questionamentos urgentes. Quantos pedidos de ajuda ainda passam despercebidos? Quantas pessoas continuam trabalhando enquanto enfrentam batalhas internas invisíveis? Até quando a saúde mental continuará em segundo plano?
A morte de Leandro não pode se resumir a uma nota de pesar. Ela precisa servir como alerta. É necessário olhar com mais atenção para quem está ao nosso lado, cobrar responsabilidade das instituições e garantir que o cuidado com a saúde mental se torne prioridade.
Porque, muitas vezes, o silêncio também pede ajuda.





