Vitória da Conquista chegou a um ponto em que não é mais possível adiar o debate sobre macrodrenagem. As chuvas recentes deixaram claro que o problema deixou de ser apenas estrutural: tornou-se social, econômico e, sobretudo, humano. Por isso, a realização da audiência pública marcada para 17 de novembro, às 19h, pela Câmara Municipal, representa não apenas um ato administrativo, mas um compromisso público com a cidade. Enquanto muitos apontam os problemas, o Legislativo municipal demonstra que não se furta a enfrentá-los.
Antes de tudo, é preciso reconhecer que os alagamentos não surgiram ontem. Pelo contrário, eles são resultado de décadas de crescimento urbano sem o devido planejamento. Além disso, a mudança climática intensifica os volumes de chuva, tornando o cenário ainda mais crítico. Justamente por essa razão, o debate sobre uma política permanente de macrodrenagem não pode ser tratado como algo secundário.
A Câmara, ao convocar representantes do Executivo, de instituições técnicas, das universidades, dos conselhos profissionais e da sociedade civil para o encontro do dia 17 de novembro, mostra que compreende a gravidade do tema. Mais do que isso, revela que a solução exige união, conhecimento e responsabilidade. É essa postura que se espera de um poder público comprometido: diálogo amplo, transparência e disposição para encarar o problema de frente.
Consequentemente, a audiência não se limita a ouvir diagnósticos. Pelo contrário, ela abre caminho para decisões que podem transformar a realidade. A partir dela, torna-se possível mapear áreas críticas, propor soluções técnicas viáveis, discutir fontes de financiamento e alinhar prioridades entre governo e comunidade. Tudo isso favorece a construção de um plano de drenagem sólido e duradouro.
Outro ponto importante é a participação direta da população. Afinal, são os moradores que convivem diariamente com ruas alagadas, prejuízos materiais e riscos à saúde. Ao convidá-los para a audiência das 19h, a Câmara reafirma que políticas públicas só são eficazes quando dialogam com quem vive a realidade no território.
Por fim, é essencial destacar que a busca por soluções estruturais não acontece de forma isolada. Pelo contrário, está vinculada à discussão de investimentos e à análise de projetos que podem garantir os recursos necessários para que as obras saiam do papel. Nesse sentido, a responsabilidade da Câmara é dupla: fiscalizar e, ao mesmo tempo, viabilizar caminhos.
Vitória da Conquista tem diante de si um desafio complexo. No entanto, quando o poder público assume sua função e a população participa, a cidade avança. A audiência pública do dia 17 de novembro, às 19h, é um passo decisivo — e mostra, mais uma vez, que a Câmara Municipal não se omite diante dos problemas, mas age para enfrentá-los.


