O senador eleito Deltan Dallagnol compartilhou um vídeo nas redes sociais em que relata uma ida ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para acompanhar a apresentação de documentos relacionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na gravação, Dallagnol afirma que os documentos não foram apresentados no momento em que ele esteve no local e critica a postura de integrantes da esquerda.
Segundo o relato publicado pelo senador eleito, a visita ocorreu após um compromisso que, de acordo com ele, previa a apresentação de documentos e autorizações para o levantamento de informações relacionadas a pedidos envolvendo terceiros.
Durante o vídeo, Dallagnol afirma que representantes das campanhas assinaram um compromisso para apresentar documentos e procurações até a meia-noite do mesmo dia. No entanto, ele reclama que, durante sua passagem pelo tribunal, não encontrou os documentos que esperava receber.
Dallagnol critica postura de Boulos
Além de comentar a questão documental, Deltan Dallagnol direciona críticas a Guilherme Boulos. Na gravação, ele acusa o integrante da esquerda de agir de forma agressiva e afirma que assessores ligados a ele teriam tentado tumultuar a gravação.
Dallagnol também critica o comportamento de pessoas presentes no local. Em sua avaliação, o episódio demonstraria falta de cortesia e educação. O senador eleito utiliza a situação para defender seu posicionamento político e pedir votos para Flávio Bolsonaro (PL).
“Mais importante do que qualificação é o coração e a boa intenção”, afirma Dallagnol em um trecho do vídeo, ao comentar a discussão registrada no local.
Vídeo termina com pedido de voto para Flávio Bolsonaro
Na publicação que acompanha a gravação, Dallagnol transforma o episódio em argumento eleitoral. Ele afirma que o comportamento que atribui a integrantes da esquerda deveria pesar na decisão dos eleitores que ainda não escolheram seu candidato.
O senador eleito pede votos para Flávio Bolsonaro, número 22, e associa sua escolha a valores como boa-fé e boa educação.
O vídeo, portanto, reúne duas frentes de crítica: a alegada ausência de documentos no TSE e o comportamento dos envolvidos durante a gravação. As afirmações sobre a conduta de Boulos e de seus assessores correspondem ao relato de Dallagnol e não constituem, por si só, uma confirmação independente dos fatos.
Até a publicação deste texto, não há, nas informações fornecidas junto ao vídeo, esclarecimento da campanha de Lula ou de Guilherme Boulos sobre as acusações. O espaço permanece aberto para manifestações dos citados.





