Presidente do PT em Vitória da Conquista, vereadora fez referência à próxima eleição municipal, criticou o coronelismo e a hereditariedade política e resgatou a frase “se for chorar, mande áudio”, associada à prefeita Sheila Lemos.
A vereadora Márcia Viviane, do Partido dos Trabalhadores (PT), elevou o tom do discurso político com os olhos voltados para as eleições municipais de 2028, em Vitória da Conquista. Presidente municipal da legenda, ela fez uma fala com referências diretas à próxima disputa pela Prefeitura, defendeu uma eleição baseada em propostas e afirmou que o partido pretende apresentar um nome para governar a cidade.
“E dois mil e vinte e oito vem aí”, declarou a parlamentar, ao destacar o resultado da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no município. Na sequência, Viviane afirmou que Vitória da Conquista deu 128 mil votos ao petista, classificando o resultado como uma vitória histórica e interpretando o desempenho eleitoral como um recado das urnas.
A fala ganhou repercussão também pela reação do primeiro vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Luciano Gomes, que, ao final do pronunciamento, afirmou que Viviane havia falado “como futura prefeita da cidade”.
A declaração acrescentou um novo elemento às especulações sobre os planos do PT para 2028. Embora não tenha anunciado formalmente uma pré-candidatura, a vereadora deixou claro que o partido pretende se apresentar ao eleitorado na próxima eleição municipal.
Críticas ao coronelismo e à hereditariedade política
Durante o pronunciamento, Márcia Viviane defendeu que a disputa pela Prefeitura seja marcada pela apresentação de propostas e pelo respeito à população conquistense.
“Mas nós não vamos aceitar aqui nenhum coronelismo, nenhuma hereditariedade política”, afirmou.
A vereadora disse que o PT pretende apresentar à cidade um candidato ou uma candidata que respeite Vitória da Conquista e apresente propostas positivas para melhorar a vida da população.
“E que vença o melhor candidato ou candidata para a cidade”, declarou, ao defender uma eleição que classificou como bonita e transparente.
As referências ao coronelismo e à hereditariedade política colocam no centro do discurso temas relacionados à concentração de poder e à continuidade de grupos políticos no comando da administração municipal. A fala também indica que esses assuntos poderão integrar o debate político até a eleição de 2028.
“Se for chorar, mande áudio”: referência à frase de Sheila Lemos
Um dos momentos de maior repercussão do pronunciamento ocorreu quando Márcia Viviane retomou a frase “se for chorar, mande áudio”.
“E se for chorar, mande áudio. Pode mandar áudio que a gente escuta”, afirmou a vereadora, antes de concluir sua fala com as expressões “valeu, é Lula” e “viva o povo brasileiro”.
A frase faz referência a um vídeo associado à prefeita Sheila Lemos, do União Brasil, após sua vitória nas eleições municipais de 2024, quando derrotou o candidato do PT na disputa pela Prefeitura de Vitória da Conquista.
Na ocasião, a expressão “se for chorar, mande áudio” ganhou repercussão no ambiente político local. Ao retomá-la agora, Viviane recupera um episódio simbólico da disputa eleitoral de 2024 e o insere em um novo contexto, marcado pela discussão sobre o cenário político de 2028.
A referência também ocorre após a eleição presidencial de 2026, na qual, segundo os resultados divulgados para Vitória da Conquista, Lula obteve 128.349 votos, correspondentes a 58,78% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 89.994 votos, ou 41,22%. Congresso em Foco
Sheila Lemos apoiou Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. O resultado conquistense, portanto, também passou a integrar as referências políticas utilizadas por lideranças locais nos discursos posteriores à eleição.
PT pode ter Márcia Viviane como nome para 2028?
A fala da vereadora reacendeu as especulações sobre quem poderá representar o PT na disputa pela Prefeitura de Vitória da Conquista em 2028.
Além de exercer mandato na Câmara Municipal, Márcia Viviane preside o partido no município, posição que lhe confere protagonismo na organização e na discussão dos rumos da legenda na cidade.
A menção explícita ao ano de 2028, a defesa de uma candidatura do partido e a reação de Luciano Gomes, que afirmou que a vereadora falou como futura prefeita, alimentam a possibilidade de seu nome entrar no debate interno do PT.
Até o momento, porém, o pronunciamento apresentado não representa um anúncio formal de candidatura nem confirma uma decisão partidária. A definição do nome dependerá das articulações políticas e das decisões internas da legenda.
Disputa de 2028 já aparece no horizonte político
Ao encerrar sua fala com a frase “2028 vem aí”, Márcia Viviane sinalizou que a próxima eleição municipal já faz parte do debate político em Vitória da Conquista.
O pronunciamento reuniu referências ao resultado eleitoral de Lula, críticas ao coronelismo e à hereditariedade política e uma provocação ligada à disputa municipal de 2024.
A observação de Luciano Gomes sobre a vereadora ter falado como futura prefeita deu ainda mais destaque ao episódio e colocou em evidência uma questão que deverá ganhar espaço nos próximos meses: quem será o nome do PT para disputar o comando da Prefeitura de Vitória da Conquista em 2028?





