Durante discurso na tribuna da Câmara Municipal, em 28 de outubro, vereador também lamentou comentários sobre a morte do sargento Vinícius e criticou o que considera seletividade nos discursos contra o ódio.
O vereador Subtenente Muniz utilizou a tribuna da Câmara Municipal, durante a sessão desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, para criticar o que considera uma contradição no discurso de setores da esquerda sobre a defesa das mulheres. Em sua fala, o parlamentar questionou o tratamento dado ao deputado federal André Janones, argumentando que a defesa das vítimas de violência não pode depender de posicionamentos políticos ou ideológicos.
Muniz afirmou que considera contraditório defender publicamente os direitos das mulheres e, ao mesmo tempo, enaltecer uma figura política sobre a qual, segundo ele, há medidas restritivas relacionadas a acusações de ameaças e agressões contra uma ex-companheira.
“São dois pesos e duas medidas”, afirmou o vereador ao questionar a postura de parlamentares que, segundo sua avaliação, adotam critérios diferentes ao tratar de casos envolvendo violência contra a mulher.
Para Subtenente Muniz, a proteção das mulheres deve ser uma bandeira defendida de maneira coerente, independentemente de quem seja o acusado ou de qual grupo político ele faça parte. Durante o pronunciamento, ele cobrou que os mesmos princípios utilizados para cobrar responsabilização em casos de violência sejam aplicados a todos, sem distinção partidária.
Críticas ao discurso contra o ódio
Outro ponto abordado pelo vereador foi o que ele considera uma seletividade nas manifestações públicas de repúdio ao ódio e à intolerância. Muniz relacionou essa crítica aos comentários que, segundo relatou, foram publicados após a morte do sargento Vinícius, conhecido como “Gazo da Caes”.
Ao mencionar o episódio, o parlamentar lamentou a morte do militar, a quem chamou de grande homem e amigo, e demonstrou indignação com manifestações que, conforme sua fala, teriam tratado o falecimento de forma desrespeitosa por causa de suas posições políticas.
O vereador citou comentários que faziam referência ao voto do sargento nas eleições e questionou por que manifestações dessa natureza não recebem a mesma atenção daqueles que frequentemente condenam discursos de ódio.
Para Muniz, a intolerância não deve ser combatida apenas quando parte de adversários políticos. Na avaliação do parlamentar, o respeito à vida e à memória de uma pessoa precisa estar acima das divergências ideológicas.
Cobrança por coerência política
Ao longo do discurso, Subtenente Muniz também criticou a atuação de André Janones, a quem associou à disseminação de notícias falsas. O vereador questionou o reconhecimento político concedido ao deputado e argumentou que a defesa de determinadas pautas não pode servir para ignorar controvérsias relacionadas à conduta de aliados.
A fala foi marcada por críticas diretas e pela cobrança de coerência entre o discurso público e as atitudes de representantes políticos. Para o parlamentar, a defesa das mulheres, o combate à violência e a rejeição ao ódio precisam ser compromissos permanentes, e não argumentos utilizados seletivamente em disputas partidárias.
O pronunciamento na tribuna reforçou a posição de Muniz de que princípios como respeito, responsabilidade e proteção às vítimas devem valer para todos, independentemente de ideologia ou alinhamento político.
Nota editorial: As referências a medidas restritivas, ameaças e agressões foram apresentadas como afirmações feitas pelo vereador durante o pronunciamento. Antes da publicação, recomenda-se confirmar a situação judicial mencionada e verificar a íntegra dos comentários citados, para garantir precisão e contextualização.





