O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), anunciou neste domingo (25) que pediria à Justiça Eleitoral a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em meio à polêmica sobre a circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O pedido também envolve o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. A iniciativa foi motivada por acusações de descumprimento de uma ordem judicial que determinou a disponibilização de 100% da frota operacional. (CNN Brasil, Agência Brasil)
Justiça determinou circulação de 100% da frota
A determinação judicial foi publicada às vésperas da votação. A decisão exigiu que a Prefeitura de São Paulo colocasse à disposição da população toda a frota operacional prevista, com frequência equivalente à dos dias úteis.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), o descumprimento injustificado poderia resultar em multa de R$ 100 mil para o prefeito Ricardo Nunes e para o presidente da SPTrans, além da possibilidade de consequências eleitorais. A decisão teve como fundamento as regras que garantem a oferta de transporte coletivo nos dias de votação. (TRE-SP)
Campanha de Lula aponta redução dos ônibus
A coligação Brasil Pronto pra Mais, ligada à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou a Justiça Eleitoral e alegou que a quantidade de ônibus em circulação estava abaixo do determinado.
De acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, a ação apresentada à 1ª Zona Eleitoral apontou que, dos 13.790 ônibus da frota municipal, 9.892 estavam em circulação às 13h20, enquanto 3.898 permaneciam nas garagens.
A campanha sustenta que a redução da oferta poderia dificultar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. A acusação, no entanto, é contestada pela administração municipal. (Agência Brasil)
Ricardo Nunes contesta acusações
Ricardo Nunes negou que o transporte público estivesse operando de forma insuficiente. Em declarações à imprensa, o prefeito afirmou que a frota funcionava normalmente e que a oferta de ônibus atendia à demanda de passageiros.
A SPTrans, por sua vez, declarou que trabalhou para cumprir a determinação judicial, mas apontou dificuldades operacionais devido ao curto intervalo entre a comunicação da ordem e o início da operação no domingo. Segundo a empresa, foi necessário reorganizar escalas e mobilizar trabalhadores para ampliar a disponibilidade dos veículos. (CNN Brasil, Folha de S.Paulo)
Justiça Eleitoral analisa os pedidos
A controvérsia levou representantes políticos a solicitar providências da Justiça Eleitoral para apurar o possível descumprimento da decisão. O caso envolve a obrigação de garantir condições de transporte aos eleitores durante o segundo turno.
O episódio também provocou uma disputa de versões entre a campanha de Lula e a Prefeitura de São Paulo. De um lado, aliados do presidente afirmam que a frota reduzida prejudicou a mobilidade dos eleitores. De outro, Nunes sustenta que o serviço funcionou normalmente e que a gestão municipal enfrentou dificuldades para atender à determinação em prazo curto.
A eventual responsabilização dos gestores depende da análise da Justiça, que deverá considerar os dados sobre a circulação dos ônibus e as circunstâncias relacionadas ao cumprimento da ordem judicial.





