O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), divulgou neste domingo (25) imagens de câmeras de segurança que mostram pessoas colocando adesivos do Partido dos Trabalhadores (PT) em ônibus do transporte coletivo da capital baiana. O episódio ocorreu na madrugada do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e ganhou repercussão em meio às reclamações sobre a oferta de transporte público na cidade. <escape>[1]</escape>
Segundo Bruno Reis, as empresas responsáveis pelos coletivos determinaram a retirada dos adesivos por considerar que o material poderia configurar propaganda eleitoral irregular. O procedimento teria atrasado a saída de parte da frota das garagens nas primeiras horas da manhã.
Em declarações à imprensa, o prefeito afirmou que a Prefeitura decidiu liberar os veículos mesmo com os adesivos, diante do risco de ampliar os transtornos enfrentados pelos eleitores que dependiam do transporte público para chegar aos locais de votação.
Prefeito afirma que operação foi normalizada
Bruno Reis declarou que a operação do transporte coletivo foi normalizada até as 10h30. Ele também afirmou que determinou a ampliação da frota ao longo do dia, com o objetivo de atender à demanda dos passageiros durante a votação.
O prefeito negou que a administração municipal tenha orientado a retenção dos ônibus por motivação política. Além disso, destacou que Salvador já oferecia transporte gratuito nos dias de eleição antes de a medida se tornar objeto de determinações judiciais. <escape>[2]</escape>
Caso chegou à Justiça Eleitoral
A divulgação das imagens ocorreu em meio a denúncias de redução na oferta de ônibus em Salvador. A situação levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar o restabelecimento integral da frota durante o segundo turno.
O caso também gerou medidas judiciais direcionadas à operação do transporte público. O episódio envolveu questionamentos sobre a quantidade de veículos disponíveis e sobre as responsabilidades pela interrupção da saída dos coletivos. <escape>[3]</escape>
Sindicato nega responsabilidade
O Sindicato dos Rodoviários de Salvador negou participação na adesivação e na retenção dos ônibus. Em manifestação divulgada neste domingo, a entidade afirmou que os trabalhadores escalados para atuar no dia da eleição compareceram aos postos de trabalho.
O sindicato também sustentou que a organização da operação do transporte cabe à Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), em conjunto com as empresas concessionárias. A entidade declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos sobre o caso. <escape>[4]</escape>
A ocorrência colocou em discussão a atuação das empresas de transporte, da Prefeitura e das entidades envolvidas na operação dos coletivos em um dia de votação. A identificação dos responsáveis pela colocação dos adesivos e a apuração das circunstâncias que provocaram os atrasos são pontos relevantes para esclarecer o episódio.





