O resultado das eleições de 2026 no Amapá abriu uma nova discussão em Brasília sobre o futuro político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo análise publicada pela CNN Brasil, uma ala do Supremo Tribunal Federal avalia que Alcolumbre saiu enfraquecido do processo eleitoral e poderá enfrentar dificuldades para permanecer no comando da Casa em 2027.
A avaliação citada pela CNN considera principalmente os resultados obtidos pelo grupo político ligado a Alcolumbre no Amapá.
Na disputa pelo governo estadual, Dr. Furlan (PSD) foi eleito no primeiro turno com 62,75% dos votos, derrotando Clécio Luís (União Brasil), que recebeu 37,25%. Clécio era o principal aliado de Alcolumbre no estado.
O resultado também foi desfavorável ao grupo do senador na eleição para as duas cadeiras do Amapá no Senado. Rayssa Furlan (Podemos), esposa do governador eleito, foi a mais votada, com 264.799 votos, correspondentes a 29,98% dos votos válidos. Lucas Barreto (PSD) ficou com a segunda vaga, ao receber 213.948 votos, ou 24,22%.
Entre os candidatos apoiados por Alcolumbre, Alliny Serrão (União Brasil) terminou na quinta colocação, com pouco mais de 85 mil votos e 9,68%. Já Randolfe Rodrigues (PT), aliado do presidente do Senado e então líder do governo no Congresso, ficou em terceiro, com 163.857 votos, equivalentes a 18,55%, e também não conquistou uma das vagas.
Nova composição do Senado
Além do resultado no Amapá, outro fator considerado na análise publicada pela CNN é a mudança na composição do Senado a partir de 2027.
O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores no primeiro turno e chegará a 28 parlamentares na próxima legislatura, tornando-se a maior bancada da Casa. O PT terá nove senadores, enquanto MDB terá oito; PP e União Brasil ficarão com seis cadeiras cada.
Nesse novo cenário, Rogério Marinho (PL-RN) aparece entre os nomes que podem entrar na disputa pela presidência do Senado. A CNN informa que ministros ouvidos pelo veículo avaliam que o crescimento da bancada ligada ao bolsonarismo pode favorecer sua candidatura.
A eleição para a presidência do Senado, entretanto, dependerá da articulação entre as diferentes bancadas e da composição política que estará em vigor no início da próxima legislatura.
Futuro de Alcolumbre
Alcolumbre ainda poderá buscar a permanência no comando do Senado, mas o cenário encontrado após as eleições é diferente daquele existente antes do pleito.
A perda de aliados no Amapá e a chegada de uma bancada maior do PL alteraram as condições políticas para a eleição da Mesa Diretora. A avaliação atribuída pela CNN a uma ala do STF é de que esses fatores podem reduzir o espaço de Alcolumbre na articulação para permanecer na presidência da Casa.
A votação para a presidência do Senado ocorrerá no início da nova legislatura, em 2027. Os novos senadores eleitos em 2026 tomarão posse em 1º de fevereiro.
O resultado das urnas, portanto, não determina antecipadamente quem comandará o Senado. A definição dependerá das negociações entre os partidos e da formação da maioria necessária para eleger a nova Mesa Diretora.





