Durante o quadro Pingos nos Is, o radialista Deusdete Dias criticou a presença de familiares em cargos estratégicos da administração pública. Ele afirmou que muitos políticos ainda tratam o Estado como se fosse propriedade particular.
A declaração surge em meio a recentes movimentações políticas no município. O tema reacendeu o debate sobre indicações, nepotismo e critérios técnicos para ocupação de cargos.
Indicações e cargos de confiança
Segundo Deusdete, mesmo com leis que regulam o serviço público, gestores seguem indicando pessoas próximas. Em muitos casos, parentes ocupam funções importantes nas prefeituras, governos estaduais e até na União.
O radialista destacou que essa prática ocorre em diferentes partidos e gestões. Para ele, trata-se de um comportamento cultural, não de um caso isolado.
Ele também criticou o uso excessivo de cargos comissionados. De acordo com Deusdete, esses cargos servem para acomodar aliados políticos. Com isso, profissionais qualificados perdem espaço, mesmo quando poderiam ingressar por concurso público.
Raízes históricas do problema
Deusdete afirmou que o problema vem desde a formação do Brasil. Segundo ele, desde a chegada dos portugueses, o poder público passou a ser tratado como extensão de interesses privados.
Na avaliação do radialista, essa herança explica por que ainda hoje muitos gestores acreditam que podem nomear quem quiserem. Para ele, essa mentalidade enfraquece a administração pública e compromete a eficiência dos serviços.
Caso reacende debate em Vitória da Conquista
As declarações ocorreram após a posse de Kalilly Lemos na Secretaria de Relações Institucionais. Também houve a indicação de Wagner Lemos para disputar uma vaga de deputado estadual.
Esses fatos geraram críticas de parte da população e de setores da imprensa local. Para esses grupos, as decisões reforçam a concentração de poder em núcleos familiares.
Defesa de critérios técnicos e transparência
Para Deusdete Dias, o debate precisa ir além de nomes específicos. Ele defende mudanças na forma como os gestores escolhem seus auxiliares.
O radialista cobra mais respeito aos princípios da administração pública. Entre eles, legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência. Ele também defende maior transparência nas nomeações.
O tema segue em discussão entre ouvintes e nas redes sociais. A população cobra mais critérios técnicos e menos influência familiar nas decisões políticas.


