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    Bahia

    Diego Castro lidera ato em Salvador e cobra anistia aos condenados do 8 de janeiro

    Vinicius LimaPor Vinicius Limajulho 29, 2025Nenhum comentário3 minutos lidos
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    No último domingo (27 de julho de 2025), Salvador sediou uma manifestação liderada pelo deputado estadual Diego Castro (PL-BA). O ato ocorreu no Farol da Barra e reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os participantes ocuparam o espaço com bandeiras, camisetas verde-amarelas e cartazes, defendendo pautas como liberdade, democracia e anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

    Mobilização como resposta política

    Os organizadores afirmaram que o evento marcou o início de uma nova onda de mobilizações no Brasil. Ao invés de comemorar, eles decidiram transformar a manifestação em um ato simbólico e político. Diego Castro discursou sobre um trio elétrico, chamando a atenção para o que ele considera uma ameaça à soberania nacional.

    “Isso aqui hoje não é um ato festivo. É um ato de retomada daquilo que é nosso: a nossa pátria, a nossa soberania. E não há como falar de pátria e soberania sem falar de liberdade”, disse o deputado.

    Ao convocar os participantes à união, Castro destacou a necessidade de engajamento. Para ele, o momento exige que todos estejam atentos e mobilizados para proteger direitos que, segundo ele, estão sendo violados.

    Críticas ao Judiciário e defesa da oposição

    Durante o discurso, Diego Castro criticou diretamente o Supremo Tribunal Federal. Ele argumentou que o sistema judicial estaria perseguindo não apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas também seus apoiadores e aliados. Segundo ele, essa prática enfraquece a democracia.

    “A perseguição não é só contra Bolsonaro. É contra seus apoiadores, seus aliados políticos. Isso significa a perseguição à oposição e, consequentemente, à democracia. Pois não há democracia sem oposição”, declarou.

    Além disso, ele mencionou que portar uma bandeira do Brasil tem se tornado motivo de repreensão, o que classificou como um absurdo e um sintoma de censura institucional.

    Ato com tensão pontual, mas clima pacífico

    Embora o clima tenha permanecido majoritariamente pacífico, um momento de tensão surgiu quando uma manifestante se dirigiu de forma ofensiva ao deputado. O incidente foi isolado e não impediu a continuidade do evento, que seguiu com orações, falas de apoio e exortações patrióticas.

    Na parte final do discurso, Diego Castro usou uma citação bíblica para reforçar a responsabilidade das gerações atuais em proteger o futuro das crianças:

    “A Bíblia diz: ensina o caminho que a criança deve andar, e quando envelhecer, não se desviará dele. Que Deus abençoe o Brasil, que Deus abençoe o povo da Bahia”, concluiu.

    Projeções para novas mobilizações

    Segundo Diego Castro, novas manifestações estão sendo planejadas em outras cidades do país. A estratégia visa manter viva a pauta da anistia e fortalecer a base conservadora em um momento de tensionamento político.

    Nesse contexto, o ato de Salvador se apresentou como um teste de força. A depender da adesão nas próximas cidades, o movimento poderá influenciar o debate público sobre o papel da oposição e os limites da atuação institucional.

    Reflexões e impactos possíveis

    A manifestação evidencia a polarização política no Brasil. Para os apoiadores, trata-se de um movimento legítimo em defesa da liberdade e da democracia. Já para os críticos, as falas inflamadas representam um ataque ao Judiciário e um risco à estabilidade democrática.

    Ainda assim, o ato liderado por Diego Castro mostra que o campo bolsonarista permanece ativo e organizado. Com discursos fortes e estratégias bem definidas, o grupo segue influente, disposto a pressionar as instituições e mobilizar suas bases em nome de suas bandeiras.

    Leia também Moraes proíbe uso de fardas por réus militares: decisão inconstitucional?

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