A cidade de Vitória da Conquista amanheceu com um cenário incomum nesta terça-feira (14). Isso porque motoristas de aplicativo decidiram cruzar os braços e suspender as atividades em protesto contra mudanças que podem impactar diretamente a categoria.
Além disso, a mobilização faz parte de uma paralisação nacional e teve forte adesão no município. Os profissionais se concentraram nas proximidades do Boulevard Shopping e circularam por pontos estratégicos da cidade, chamando a atenção da população.
Protesto escancara insatisfação da categoria
O principal alvo das críticas é o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que trata da regulamentação do trabalho por aplicativos. Segundo os motoristas, a proposta representa um risco direto à forma como a atividade funciona atualmente.
Nesse sentido, os trabalhadores afirmam que a nova regulamentação pode impor regras mais rígidas e aumentar os custos operacionais. Consequentemente, isso afetaria a autonomia — considerada um dos pilares da profissão.
“Mais custos e menos ganhos”: o principal alerta
Entre as críticas mais recorrentes dos motoristas estão:
- Aumento de encargos financeiros obrigatórios
- Possível redução do lucro líquido
- Falta de garantia de reajuste proporcional nas corridas
- Excesso de regulamentação
De acordo com a categoria, o modelo atual só funciona justamente por permitir liberdade de horários e menor burocracia. Por outro lado, a proposta, na visão dos profissionais, pode tornar a atividade inviável financeiramente.
Motoristas acusam projeto de favorecer plataformas
Outro ponto forte das críticas é a percepção de que o projeto favorece mais as empresas do que os trabalhadores. Inclusive, representantes da categoria afirmam que não houve diálogo suficiente durante a construção do texto.
Dessa forma, muitos motoristas acreditam que a regulamentação pode consolidar um modelo desigual. Ou seja, enquanto os aplicativos mantêm o controle da operação, os profissionais continuam assumindo a maior parte dos custos e riscos.
Impacto imediato na população
Com a paralisação de 24 horas, usuários enfrentaram dificuldades para conseguir transporte. Assim, ficou evidente o papel essencial desses profissionais na mobilidade urbana da cidade.
Além disso, a manifestação incluiu carreatas e buzinaços pelas principais avenidas. Com isso, os motoristas buscaram pressionar autoridades e ampliar a visibilidade do protesto.
Movimento pode crescer
A paralisação em Conquista reflete um movimento maior que ocorre em diversas cidades do Brasil. Por isso, a categoria promete intensificar os protestos caso o projeto avance sem alterações.
Em resumo, os motoristas deixam claro que não são contra a regulamentação. No entanto, exigem que qualquer mudança garanta equilíbrio e não inviabilize o trabalho de quem depende dos aplicativos para sobreviver.





