O empresário e influenciador Pablo Marçal afirmou, durante participação no podcast Tubacast neste domingo (18), que os Estados Unidos estariam pressionando o Brasil a apresentar um plano de combate ao crime organizado.
Segundo Marçal, interlocutores ligados ao governo norte-americano teriam informado que o prazo seria de até uma semana. Caso não haja resposta, facções brasileiras poderiam ser classificadas como organizações terroristas internacionais.
Possível classificação de facções preocupa cenário político
Durante a entrevista, Marçal citou grupos como o PCC e o Comando Vermelho. Ele afirmou que a medida poderia abrir espaço para ações mais duras dos EUA contra líderes criminosos.
O influenciador também declarou que o governo de Donald Trump estaria tratando o combate ao narcotráfico como prioridade internacional.
Segundo ele, o tráfico de drogas e a atuação das facções brasileiras estariam entre os temas mais monitorados pelos norte-americanos.
Porto de Santos foi citado na entrevista
Na conversa, Pablo Marçal mencionou o Porto de Santos. Ele afirmou que o local seria estratégico para rotas internacionais do tráfico de drogas.
De acordo com o empresário, isso teria aumentado o interesse dos Estados Unidos no combate às organizações criminosas brasileiras.
Apesar das declarações, não existe confirmação oficial do governo norte-americano sobre qualquer ultimato ao Brasil.
Governo brasileiro já comentou debate sobre terrorismo
O debate sobre classificar facções como organizações terroristas ganhou força nos últimos meses.
Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que discutiu cooperação internacional contra o crime organizado com Donald Trump. No entanto, negou qualquer conversa oficial sobre enquadrar facções brasileiras como terroristas.
Especialistas avaliam que uma eventual classificação poderia ampliar a cooperação internacional. Por outro lado, o tema também levanta discussões sobre soberania nacional e atuação estrangeira em território brasileiro.





