Entre 17 e 20 de agosto de 2025, os bispos da Pan-Amazônia se reuniram em Bogotá, Colômbia. O encontro foi promovido pela Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) e contou com mais de 90 bispos de 76 jurisdições eclesiásticas dos nove países amazônicos. O objetivo foi refletir sobre os desafios pastorais de uma região que abriga mais de 33 milhões de pessoas, entre indígenas, ribeirinhos, camponeses e afrodescendentes.
A mensagem firme do Papa Leão XIV
O Papa enviou um telegrama, assinado pelo Cardeal Pietro Parolin, ao encontro dos bispos. Ele destacou três pontos essenciais: anunciar o Evangelho, promover justiça aos povos e cuidar da Casa Comum.
Em sua mensagem, o Papa Leão XIV afirmou:
“É necessário que Jesus Cristo seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia … dar o pão fresco e límpido da Boa Nova e o alimento celeste da Eucaristia.”
A fala do pontífice ganhou destaque porque a Amazônia tem registrado denúncias de abusos litúrgicos. Há relatos de celebrações sem ministros autorizados e de experimentações que comprometem a sacralidade da Eucaristia. Por isso, a ênfase em clareza doutrinal e fidelidade litúrgica trouxe uma satisfação discreta. Muitos viram em suas palavras um chamado ao reencontro com a tradição da Igreja.
Além disso, o Papa recordou que, quando o nome de Cristo é proclamado com verdade, a injustiça diminui. E reforçou que, ao nos reconhecermos como irmãos, a exploração desaparece.
Um horizonte de fidelidade e missão
A Igreja na Amazônia não é uma igreja paralela, mas sim faz parte da única Igreja de Cristo, a verdadeira. Ela deseja caminhar junto aos povos sem perder sua identidade universal. Nesse sentido, a mensagem do Papa é clara: inculturação não significa relativismo. Ao contrário, trata-se de unir a riqueza das culturas locais à fé católica, sempre enraizada na tradição viva da Igreja.