No editorial desta sexta-feira, 31 de julho, na Rádio Conquista FM, o Dr. Washington Rodrigues discutiu um tema central para a população: a proposta de Parceria Público-Privada (PPP) que pode transformar a iluminação pública e outros serviços em Vitória da Conquista.
A pauta ganhou força com o projeto “Novo Brilha Conquista”. A proposta prevê um contrato superior a R$ 1,4 bilhão ao longo de 20 anos. Trata-se de um dos maiores investimentos já colocados em debate no município.
Um projeto amplo e ambicioso
O projeto não se limita à iluminação pública. Ele inclui também soluções de mobilidade urbana, monitoramento, segurança e sustentabilidade. A empresa vencedora ficará responsável por implantar e operar esses serviços.
Esse modelo amplia o alcance da PPP. No entanto, também aumenta a complexidade da gestão e da fiscalização.
Sistema atual já funciona bem
Atualmente, a cidade possui um sistema de iluminação eficiente. A cobertura em LED é ampla e apresenta baixo índice de reclamações. Esse cenário levanta uma questão importante: por que substituir um modelo que já entrega bons resultados?
Essa dúvida apareceu com destaque no editorial.
Prazo longo e riscos futuros
O contrato previsto tem duração de 20 anos. Esse prazo preocupa. Um vínculo tão longo pode limitar decisões futuras da gestão pública.
Além disso, concentrar vários serviços em um único contrato aumenta os riscos. Caso a empresa não entregue um bom serviço, a cidade pode ficar dependente por décadas.
Falta de transparência e participação
A prefeitura abriu uma consulta pública com prazo de 30 dias. Porém, a divulgação foi considerada limitada. Para um projeto desse porte, esse formato não é suficiente.
O editorial defende a realização de audiências públicas. Esse tipo de encontro amplia o debate e permite maior participação da população.
Dúvidas sobre custos e pagamento
O valor total estimado ultrapassa R$ 1,4 bilhão. Mesmo assim, faltam detalhes claros sobre os custos reais. Também não está definido como a empresa receberá.
A remuneração virá apenas da COSIP? Ou haverá uso de recursos públicos? Essas perguntas ainda não têm respostas claras.
Como garantir qualidade e fiscalização?
Outro ponto crítico envolve o controle do contrato. Quais indicadores vão medir o desempenho da empresa? Como a população poderá cobrar resultados?
Sem critérios bem definidos, a fiscalização se torna mais difícil.
Lições de outras experiências
O editorial citou exemplos de concessões problemáticas. Em alguns casos, contratos promissores não entregaram o resultado esperado. Esses exemplos reforçam a necessidade de cautela.
Projetos desse tamanho exigem planejamento detalhado e transparência total.
População pede revisão
Durante o programa, uma enquete ouviu os ouvintes. O resultado foi unânime: todos defenderam mais transparência e revisão do projeto.
A resposta popular mostra que o tema precisa de mais debate.
Ainda há tempo para ajustar
O editorial traz uma conclusão direta. A prefeitura ainda pode rever pontos do projeto. Também pode ampliar o diálogo com a sociedade.
O “Novo Brilha Conquista” pode representar avanço. No entanto, isso só acontecerá com clareza, participação popular e regras bem definidas.
Mais do que um contrato bilionário, o que está em jogo é o futuro da cidade. E decisões assim exigem responsabilidade e transparência.




