A eleição presidencial de 2026 já começa a movimentar os bastidores de Brasília. Desta vez, o foco não está apenas nos candidatos. O comando do Tribunal Superior Eleitoral também entrou no centro do debate político.
Isso porque dois ministros indicados por Jair Bolsonaro devem assumir a presidência e a vice-presidência da Corte durante o período eleitoral.
Quem comandará o TSE?
Atualmente, a ministra Cármen Lúcia preside o TSE. No entanto, em agosto de 2026, haverá mudança na direção do tribunal.
Pelo sistema interno de rodízio, o ministro Kassio Nunes Marques deverá assumir a presidência. Já o ministro André Mendonça ocupará a vice-presidência.
Ambos foram indicados ao STF por Bolsonaro, em 2020 e 2021. Portanto, a condução das eleições ficará sob responsabilidade de magistrados escolhidos pelo ex-presidente.
Por que há preocupação?
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva veem o cenário com cautela. Segundo interlocutores políticos, a presidência do TSE tem influência direta na pauta de julgamentos e na condução das sessões.
Além disso, o tribunal decide temas sensíveis. Entre eles, propaganda eleitoral, uso de inteligência artificial nas campanhas e ações que podem impactar candidaturas.
Por outro lado, juristas lembram que as decisões do TSE são colegiadas. Ou seja, não dependem apenas do presidente da Corte. Assim, mesmo com nova direção, o tribunal continua seguindo regras constitucionais e eleitorais já estabelecidas.
Impacto político
Em um ambiente de forte polarização, qualquer mudança institucional gera reação imediata. Enquanto aliados de Bolsonaro demonstram confiança na nova composição, setores ligados a Lula defendem vigilância e atenção redobrada.
Entretanto, especialistas destacam que o sistema eleitoral brasileiro possui mecanismos de controle e transparência. Portanto, eventuais disputas tendem a ser resolvidas dentro do próprio Judiciário.
O que esperar de 2026?
A sucessão no TSE ocorre dentro das regras tradicionais do tribunal. Ainda assim, o simbolismo político é evidente. Afinal, a Corte terá papel central na organização da eleição presidencial.
Dessa forma, o debate já começou nos bastidores. E, à medida que 2026 se aproxima, o tema deve ganhar ainda mais espaço no cenário nacional.





