Durante muito tempo, aprendemos que a imprensa era o “quarto poder”, responsável por fiscalizar e equilibrar a democracia. No entanto, o cenário mudou e mudou rapidamente. Hoje, um novo poder se impõe de forma silenciosa e abrangente: o das redes sociais e das big techs.
O novo poder digital
Atualmente, não se trata apenas de tecnologia, mas de influência direta sobre a sociedade. Além disso, o alcance dessas plataformas é praticamente ilimitado, o que amplia ainda mais seu impacto. Diferentemente da imprensa tradicional, que segue regras e códigos, esse novo ambiente opera, muitas vezes, sem limites claros. Por isso, cresce a preocupação sobre quem controla esse poder e como ele é utilizado.
O avanço do discurso de ódio
Nesse contexto, surge um problema grave: a banalização do discurso de ódio, principalmente contra mulheres. Hoje, qualquer pessoa pode atacar, expor ou humilhar outra nas redes sociais. Em muitos casos, essas atitudes não geram consequências. Como resultado, cria-se uma cultura de impunidade que incentiva novos ataques.
Além disso, a violência não fica restrita ao ambiente digital. Pelo contrário, ela ultrapassa a tela e afeta diretamente a vida das vítimas. Consequentemente, casos de sofrimento psicológico, perseguição e até tragédias mais graves têm se tornado cada vez mais frequentes.
A responsabilidade de enfrentar o problema
Diante desse cenário, a reflexão da doutora Raissa Soares ganha relevância. Segundo essa visão, existe uma responsabilidade coletiva de enfrentar esse tipo de violência. Portanto, é fundamental falar sobre o tema diariamente, trazendo luz a uma realidade que muitos ainda ignoram.
Ao mesmo tempo, o campo progressista assim como toda a sociedade precisa assumir um papel ativo nesse debate. Isso porque não é possível tratar o ambiente digital como uma terra sem lei. Pelo contrário, é necessário estabelecer limites claros entre liberdade de expressão e abuso.
Liberdade com responsabilidade
Por fim, é importante reforçar que liberdade de expressão não significa liberdade para agredir. Embora a internet tenha ampliado vozes, ela também amplificou comportamentos nocivos. Sendo assim, o grande desafio está em equilibrar esses dois lados.
Em resumo, o chamado “quarto poder” ainda existe, mas agora divide espaço com um poder digital muito mais difuso e, muitas vezes, invisível. Dessa forma, ignorar essa transformação não é mais uma opção. É preciso discutir, cobrar e agir para que o ambiente online seja mais seguro, especialmente para mulheres e meninas.





