A saúde pública foi um dos principais temas da sessão ordinária da Câmara Municipal de Vitória da Conquista. A reunião ocorreu na sexta-feira, 4 de setembro de 2026.
Entre os assuntos debatidos esteve o possível encerramento do atendimento pelo SUS no Hospital Unimec. Além disso, os vereadores discutiram contratos da rede municipal, repasses financeiros e investimentos na saúde.
O Hospital Santa Clara também foi citado durante os pronunciamentos. Dessa forma, o tema ganhou espaço entre diferentes parlamentares.
Ricardo Gordo manifesta preocupação com fim do atendimento pelo SUS
O vereador Ricardo Gordo (PSB) apresentou uma moção de aplauso pelo trabalho realizado pelo Hospital Unimec. No entanto, demonstrou preocupação com o futuro do atendimento pelo SUS na unidade.
Segundo o vereador, o atendimento pelo sistema público pode ser encerrado no dia 15 de setembro.
Gordo destacou ainda a importância do hospital para a população. Além disso, lembrou a mobilização dos vereadores para tentar evitar o fim do serviço.
A manifestação ocorreu em tom de reconhecimento ao trabalho do hospital. Ao mesmo tempo, o vereador demonstrou tristeza diante da possibilidade de interrupção do atendimento pelo SUS.
Ricardo Babão destaca atuação da Câmara
O vereador Ricardo Babão (PCdoB) também falou sobre o Hospital Unimec. Ele reforçou a importância do trabalho realizado pela instituição.
Além disso, Babão destacou a atuação de Ricardo Gordo na defesa dos atendimentos.
O vereador lembrou que a Câmara acompanha o assunto há algum tempo. Segundo ele, os parlamentares já discutiam a questão antes do encerramento do contrato com o município.
Diante disso, Babão defendeu a continuidade da mobilização dos vereadores. O objetivo é acompanhar os impactos que a mudança pode causar na saúde pública.
Dra. Lara Fernandes cobra manutenção do atendimento
A vereadora Dra. Lara Fernandes (Republicanos) apresentou uma posição crítica em relação à Prefeitura.
Durante a sessão, ela anunciou uma moção de repúdio à administração municipal. Segundo a parlamentar, o município não teria mantido as condições mínimas para a continuidade do atendimento pelo SUS no Hospital Unimec.
Além disso, Dra. Lara falou sobre recursos destinados à saúde por meio de emendas parlamentares.
Segundo ela, uma emenda do deputado Márcio Marinho destinou R$ 3 milhões para a saúde. Desse valor, R$ 1 milhão seria destinado ao funcionamento de um centro de habilitação para crianças com necessidades neurológicas.
A vereadora também afirmou que protocolou pedidos de informação. O objetivo é saber como os recursos foram utilizados.
Luís Carlos Dudé destaca ações da Prefeitura
O vereador Luís Carlos Dudé (União Brasil) apresentou uma avaliação diferente sobre a atuação da Prefeitura.
Segundo Dudé, o município tem acompanhado as questões relacionadas à saúde. Para isso, conta com a atuação da Secretaria Municipal de Saúde.
O vereador também destacou a previsão de entrega da UPA da Zona Oeste ainda em 2026.
De acordo com Dudé, a unidade foi uma solicitação de seu mandato. Segundo ele, a prefeita atendeu ao pedido e a obra está em andamento.
A UPA está sendo construída na região Oeste de Vitória da Conquista. O equipamento ficará próximo a uma unidade de saúde da região.
Cris Rocha pede atuação da Comissão de Saúde
A vereadora Cris Rocha (MDB) reforçou a preocupação apresentada por Ricardo Gordo.
Segundo ela, a Câmara precisa acompanhar de perto os problemas da saúde municipal. Além do Hospital Unimec, a vereadora citou dificuldades envolvendo o Hospital Santa Clara.
Cris Rocha também chamou atenção para os contratos que estão sendo encerrados.
Diante desse cenário, a vereadora convocou a Comissão de Saúde da Câmara. A proposta é reunir os parlamentares e levantar informações sobre os problemas.
Além disso, Cris Rocha afirmou que está à disposição para participar das discussões.
Segundo a vereadora, as questões preocupam não apenas os parlamentares. Elas também afetam toda a população de Vitória da Conquista.
Diogo Azevedo critica repasses ao Hospital Unimec
O vereador Diogo Azevedo (PSDB) criticou os repasses financeiros destinados ao Hospital Unimec.
Segundo ele, o município pode levar até três meses para realizar os pagamentos. Na avaliação do vereador, essa demora dificulta a manutenção das atividades do hospital.
Diogo também criticou a situação das unidades básicas de saúde.
O vereador questionou a possibilidade de ampliar o atendimento dessas unidades até as 22h. Para ele, a estrutura atual não seria suficiente para atender demandas com perfil hospitalar.
Além disso, Diogo colocou seu mandato à disposição para discutir a situação do Hospital Unimec.
O vereador também afirmou que pretende atuar em defesa da saúde pública de Vitória da Conquista.
Debate sobre recursos federais
Durante seu pronunciamento, Diogo Azevedo também falou sobre a destinação de recursos federais para Vitória da Conquista.
O vereador defendeu maior articulação política do município. Segundo ele, a cidade poderia concentrar apoio em candidatos locais para a Câmara dos Deputados.
Na avaliação apresentada durante a sessão, essa estratégia poderia ajudar na obtenção de mais recursos para o município.
O assunto surgiu durante o debate sobre os investimentos destinados à saúde. Além disso, os vereadores apresentaram diferentes avaliações sobre o volume de recursos destinados à cidade.
Saúde pública concentra divergências entre vereadores
Os pronunciamentos mostraram diferentes posições sobre os problemas da saúde pública em Vitória da Conquista.
De um lado, vereadores fizeram críticas à gestão municipal. Entre os pontos citados estão os repasses, os contratos e a manutenção dos serviços.
Por outro lado, parlamentares destacaram ações realizadas pela Prefeitura. Entre elas está a construção da UPA da Zona Oeste.
Enquanto isso, o Hospital Unimec permaneceu no centro do debate. O possível encerramento do atendimento pelo SUS, previsto para 15 de setembro, gerou preocupação entre os vereadores.
Além disso, a situação do Hospital Santa Clara também foi apontada como motivo de atenção.
Diante dos questionamentos, a Comissão de Saúde da Câmara poderá acompanhar o caso. A comissão poderá discutir os contratos, os repasses e a continuidade dos atendimentos.
Assim, a sessão de 4 de setembro reforçou a preocupação do Legislativo com a rede pública de saúde. Ao mesmo tempo, evidenciou as divergências entre os vereadores sobre as responsabilidades e as soluções para os problemas enfrentados pela população.





