Dezenas de servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficaram sem receber o salário de outubro. O motivo foi o desconto integral dos dias de greve realizados em agosto e setembro. A decisão partiu do presidente do instituto, Márcio Pochmann.
A medida atingiu principalmente os funcionários da Bahia. Isso porque o estado registrou uma das maiores adesões à paralisação. Como consequência, parte dos trabalhadores sofreu descontos que comprometeram toda a remuneração mensal.
Sindicato tenta suspender os descontos
Diante da situação, a representação sindical procurou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Ministério do Planejamento. O objetivo era suspender os descontos ou negociar uma alternativa para os servidores.
Além disso, a entidade defende que o IBGE deveria negociar a compensação dos dias paralisados. Segundo o sindicato, os trabalhadores poderiam repor as atividades pendentes, evitando o impacto financeiro imediato.
Entretanto, a direção do instituto manteve os descontos. Por isso, a entidade decidiu questionar a medida na Justiça e buscar uma solução para os funcionários prejudicados.
IBGE justifica decisão com norma do governo federal
Em nota, o IBGE afirmou que seguiu as orientações da Instrução Normativa nº 49 do Ministério da Gestão. A regulamentação estabelece procedimentos para o tratamento das paralisações no serviço público federal.
No entanto, a norma também prevê a possibilidade de negociação para compensar os dias não trabalhados, conforme as condições estabelecidas entre as partes.
O instituto informou ainda que pretende iniciar as negociações com o sindicato após o período de defeso eleitoral.
Bahia concentra os maiores impactos
A situação preocupa especialmente os servidores baianos. Afinal, a maior adesão à greve no estado ampliou o impacto dos descontos sobre os salários.
Enquanto isso, os trabalhadores aguardam uma decisão judicial e uma possível abertura de diálogo com a direção do IBGE.
O episódio aumenta o desgaste entre a presidência de Márcio Pochmann e os funcionários do instituto. Além da discussão sobre o direito de greve, o caso levanta questionamentos sobre a forma como a administração pública conduz a negociação com seus servidores.





