O deputado estadual Diego Castro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais no qual afirma ter sido informado sobre uma nova decisão judicial envolvendo sua campanha. Segundo o parlamentar, a determinação pede a remoção da fachada do comitê de sua campanha em Salvador.
Na gravação, feita enquanto cumpria agenda no interior da Bahia, Castro classificou a medida como mais um episódio do que considera uma série de decisões contra sua atuação política. O deputado também fez críticas à esquerda e afirmou que estaria sendo alvo de perseguição por se posicionar politicamente contra o PT e em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu acabei de ser informado de mais uma decisão judicial contra a nossa campanha, contra mim”, declarou.
O parlamentar relacionou a decisão a outros episódios recentes envolvendo sua atuação. Entre eles, citou a retirada temporária de uma rede social, restrições relacionadas à fiscalização de escolas e hospitais e outras medidas judiciais que, segundo ele, atingiram sua atuação parlamentar.
Nos últimos meses, decisões judiciais de fato passaram a impor restrições à atuação de Diego Castro em determinados equipamentos públicos. Em junho, por exemplo, foi noticiado que o deputado havia sido impedido judicialmente de realizar determinadas fiscalizações em escolas.
Em agosto, a 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador determinou novas restrições à entrada do parlamentar em unidades de ensino da rede estadual, obras e equipamentos administrativos sem autorização prévia e agendamento formal. A decisão ocorreu em uma ação civil pública movida pelo Estado.
No vídeo mais recente, porém, Castro afirma que as medidas não têm relação com denúncias de corrupção ou outros crimes. Em tom político, ele declarou que, na sua avaliação, seu principal motivo de enfrentamento seria sua posição ideológica.
“Nosso crime é ser de direita, defender o nome de Bolsonaro na Bahia e estar do lado oposto do PT”, afirmou.
O deputado disse ainda que não pretende interromper sua atuação e apresentou as decisões judiciais como obstáculos que, segundo ele, não irão intimidá-lo. Ao final da gravação, reforçou sua identidade política e pediu apoio à sua candidatura, mencionando o número utilizado na campanha.
As declarações fazem parte do posicionamento político do parlamentar e devem ser diferenciadas das decisões judiciais e dos fatos processuais que motivaram as medidas. O conteúdo das decisões, assim como eventuais recursos apresentados pela defesa, pode esclarecer os fundamentos jurídicos de cada caso.
O episódio se insere em um cenário de crescente disputa política envolvendo a atuação de Diego Castro, que tem utilizado fiscalizações em escolas, hospitais e outros equipamentos públicos como parte de sua atuação e também como pauta de oposição ao governo estadual. O tema vem gerando discussões sobre os limites da fiscalização parlamentar e sobre os procedimentos que devem ser observados durante essas ações.





