A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), rebateu as especulações sobre um possível racha dentro de sua base política durante entrevista ao Blog do Rodrigo Ferraz. Além disso, a gestora comentou as diferentes candidaturas para as eleições de 2026 e afirmou que a escolha de nomes para a disputa proporcional não representa, necessariamente, uma ruptura entre os aliados.
Segundo Sheila, a dinâmica da eleição proporcional é diferente da disputa municipal. Por isso, ela considera natural que vereadores e outras lideranças políticas apresentem seus próprios candidatos.
Sheila questiona avaliação sobre sua liderança
Durante a entrevista, Sheila Lemos também contestou as análises que relacionam o desempenho eleitoral de candidatos apoiados por uma liderança diretamente à força política dessa liderança.
Para sustentar seu argumento, a prefeita citou outros nomes da política de Vitória da Conquista que já passaram por situações semelhantes.
“Nem Gilmar teve uma grande votação, nem Lúcio teve uma grande votação em Vitória da Conquista e nem por isso ninguém falou que isso tinha diminuído a sua liderança”, afirmou.
Além disso, Sheila lembrou o ex-prefeito Guilherme Menezes. Segundo ela, o então prefeito apoiou Professor Cori para deputado estadual e a votação obtida pelo candidato não provocou questionamentos semelhantes sobre a liderança de Guilherme.
Nesse contexto, a prefeita afirmou que acredita existir um tratamento diferente em relação à sua atuação política.
“Eu só posso acreditar que é porque eu sou mulher”, declarou Sheila.
Prefeita nega ruptura dentro da base
Outro ponto abordado durante a entrevista foi a existência de diferentes candidatos apoiados por integrantes da base governista.
Sheila negou que essa situação represente uma ruptura política. Para a prefeita, cada liderança pode construir seu próprio caminho eleitoral sem que isso signifique necessariamente um rompimento com o grupo.
“De forma alguma”, respondeu Sheila ao ser questionada se a escolha de diferentes candidatos representaria uma ruptura.
Além disso, ela destacou que a eleição proporcional possui características próprias.
“É uma eleição proporcional ao governo do Estado. Não tem nada a ver com a eleição municipal”, afirmou.
Por outro lado, Sheila reconheceu que podem existir divergências entre os integrantes do grupo político. Ainda assim, segundo ela, discordâncias pontuais não significam necessariamente um racha.
“É narrativa que estão colocando, que existe racha, que existe isso, que existe aquilo. Muitas vezes existem algumas discordâncias”, declarou.
Sheila evita críticas a aliados
Durante a conversa, a prefeita também afirmou que não pretende transformar as escolhas eleitorais dos aliados em motivo de confronto público.
Sheila citou partidos e nomes que fazem parte do cenário político de Vitória da Conquista. Entretanto, segundo ela, não pretende comentar ou atacar as candidaturas apresentadas por essas lideranças.
“Eu nunca falei aqui de PSDB, nunca falei de Republicanos, nunca falei de Tiago Correia, nunca falei de Diogo Azevedo, nunca falei da vereadora Lara e não vou falar”, afirmou.
Na sequência, Sheila deixou claro quem considera seu principal adversário político.
“Meu adversário é o PT”, declarou.
Ainda assim, a prefeita afirmou que evita personalizar a disputa mesmo quando fala sobre o Partido dos Trabalhadores.
Wagner Alves ganha destaque no grupo de Sheila
Além das discussões sobre a base governista, Sheila Lemos defendeu o nome de Wagner Alves para a disputa proporcional de 2026.
Segundo a prefeita, Vitória da Conquista possui agora uma oportunidade de apresentar um nome competitivo para representar a cidade no Legislativo.
Sheila afirmou que Wagner reúne condições para exercer um mandato parlamentar caso receba o apoio dos eleitores.
“Será um excelente parlamentar”, declarou.
Além disso, a prefeita citou pesquisas internas para defender o potencial eleitoral do candidato. Segundo Sheila, Wagner já aparece com dois dígitos nesses levantamentos.
Ela também explicou que o desempenho do candidato dependerá da composição da chapa e do número de cadeiras que o partido conseguir conquistar.
“Não precisa pisar no outro”, diz Sheila
Ao defender a candidatura de Wagner Alves, Sheila também fez uma ponderação sobre a disputa entre os diferentes nomes que buscam espaço político em Vitória da Conquista.
Segundo ela, um candidato não precisa atacar ou desmerecer outro para conquistar espaço.
“Eu não acho que a gente tem que, para galgar um espaço, estar pisando no outro”, afirmou.
Dessa forma, Sheila defendeu a ideia de ampliar a representação política da cidade sem transformar a disputa eleitoral em um confronto pessoal entre candidatos.
“Não é o espaço, está sempre direito que está vazio, que a gente não tem essa representação”, declarou.
Disputa de 2026 movimenta cenário político de Conquista
A declaração de Sheila ocorre em um momento de movimentação política em Vitória da Conquista. Enquanto diferentes grupos articulam candidaturas para as eleições de 2026, lideranças também discutem o espaço que cada nome ocupará na disputa proporcional.
Nesse cenário, a prefeita tenta afastar a interpretação de que a existência de candidaturas diferentes dentro do mesmo campo político represente uma ruptura.
Ao mesmo tempo, Sheila reforça o apoio ao nome de Wagner Alves e apresenta a candidatura como uma oportunidade para Vitória da Conquista ampliar sua representação.
Portanto, a entrevista ao Blog do Rodrigo Ferraz deixa uma mensagem clara sobre a estratégia política da prefeita: ela pretende manter





