Menos de 24 horas após assumir a Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella começou a colocar em prática sua agenda de segurança. O novo governo promete ampliar o combate ao narcotráfico e aos grupos armados.
De la Espriella assumiu a Presidência em 7 de agosto de 2026. Durante a posse, ele defendeu uma política de segurança mais rígida.
Além disso, o presidente prometeu reduzir o espaço para negociações com grupos armados ilegais. A medida representa uma mudança importante na política de segurança do país.
Novo governo muda estratégia de segurança
Durante a campanha, De la Espriella criticou a estratégia adotada pelo ex-presidente Gustavo Petro. O governo anterior colocou as negociações com grupos armados no centro de sua política de segurança.
Agora, o novo presidente pretende seguir outro caminho. Em vez disso, ele defende maior atuação das forças de segurança.
A proposta também inclui ações mais duras contra organizações ligadas ao narcotráfico. O governo pretende, portanto, aumentar a pressão sobre essas estruturas.
Violência desafia o novo presidente
A mudança acontece em um momento de forte pressão sobre a segurança colombiana. Dissidências das antigas Farc ainda atuam em várias regiões do país.
Esses grupos disputam territórios e fontes de financiamento. Entre elas estão atividades relacionadas ao narcotráfico e outras economias ilegais.
Logo após a posse, um ataque chamou a atenção das autoridades. Um carro-bomba explodiu em uma praça de pedágio próxima a Cali.
O ataque ocorreu na rodovia Pan-Americana. Segundo o Exército colombiano, dissidências das antigas Farc foram responsáveis pela ação.
Duas pessoas ficaram feridas. O episódio mostrou, mais uma vez, o tamanho do desafio enfrentado pelo novo governo.
Governo anuncia medidas mais rígidas
Além das operações contra grupos armados, De la Espriella também anunciou mudanças no sistema penitenciário.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, 117 presos foram transferidos para presídios de segurança máxima. Os detentos teriam ligação com processos relacionados às antigas negociações de paz.
A medida busca impedir que organizações criminosas continuem atuando dentro das prisões. Dessa forma, o governo pretende reduzir a capacidade de comando dessas estruturas.
Combate ao narcotráfico ganha força
O narcotráfico também está entre as prioridades do novo governo. De la Espriella prometeu adotar medidas mais duras contra o cultivo de coca.
Durante seus primeiros discursos, o presidente sinalizou que poderá retomar o uso de herbicidas para combater plantações ilegais.
A proposta marca outra diferença em relação ao governo anterior. Petro havia adotado uma abordagem diferente para enfrentar o problema das drogas.
Agora, a tendência é de maior pressão sobre produtores e organizações criminosas. Ao mesmo tempo, o governo terá de lidar com os efeitos sociais dessa estratégia.
Uma nova fase na Colômbia
A chegada de De la Espriella representa uma mudança na política de segurança colombiana. O novo presidente aposta em uma atuação mais ofensiva das forças de segurança.
Por outro lado, os desafios são grandes. Grupos armados ainda possuem presença em diferentes regiões do país.
Além disso, essas organizações contam com recursos provenientes do narcotráfico. Por isso, desmontar suas estruturas pode levar tempo.
O governo também terá de provar que sua estratégia consegue reduzir a violência. Para isso, precisará combinar operações de segurança com ações que fortaleçam a presença do Estado.
O que esperar do governo De la Espriella
Os primeiros dias indicam uma mudança clara de direção. O novo governo pretende priorizar o combate ao narcotráfico e aos grupos armados.
Ao mesmo tempo, a estratégia poderá aumentar os confrontos em regiões dominadas por organizações criminosas. Por isso, os próximos meses serão decisivos.
A Colômbia entra, assim, em uma nova fase de sua política de segurança. De la Espriella terá de transformar suas promessas em resultados concretos.
O objetivo declarado é recuperar o controle de áreas afetadas pela violência. Além disso, o governo quer enfraquecer as organizações ligadas ao narcotráfico.
A ofensiva apenas começou. Agora, o principal desafio será mostrar se a política mais dura conseguirá produzir resultados sem ampliar a violência no país.





