O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que prefere abrir mão da possibilidade de comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados a apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Casa. A declaração foi feita na terça-feira (3), durante uma reunião de parlamentares do Partido Liberal, em Brasília.
“Entre a presidência da CCJ e manter a coerência, eu prefiro abrir mão da CCJ”, declarou o parlamentar.
Nikolas defendeu que o PL apresente uma candidatura própria para disputar o comando da Câmara em fevereiro de 2027. Na avaliação do deputado, apoiar Hugo Motta seria uma contradição com o posicionamento político defendido pela direita, especialmente diante da relação do atual presidente da Câmara com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a reunião, o deputado citou dois possíveis nomes para representar o PL na disputa: Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP). Entretanto, ainda não existe uma definição oficial sobre quem será o candidato da legenda.
Disputa divide o PL
A posição de Nikolas evidencia uma divisão dentro do Partido Liberal. Enquanto uma ala defende uma candidatura independente, outra considera importante construir um acordo com Hugo Motta para evitar que o partido perca espaço político e o comando de comissões estratégicas na Câmara.
O PL terá uma das maiores forças parlamentares na próxima legislatura e avalia que uma eventual participação no bloco de apoio a Motta poderia garantir maior influência na distribuição dos cargos e das comissões permanentes.
Nikolas, entretanto, considera que a preservação da identidade política do partido deve estar acima das negociações por espaços de poder.
O parlamentar fez questão de esclarecer que sua manifestação representa uma posição pessoal e não uma decisão oficial da bancada do PL.
Rogério Marinho para o Senado
Além de defender uma candidatura própria para a Câmara, Nikolas Ferreira declarou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado Federal.
As eleições para os comandos das duas Casas do Congresso Nacional estão previstas para fevereiro de 2027. Até lá, os partidos deverão intensificar as articulações políticas para definir alianças, candidaturas e a composição das futuras Mesas Diretoras.
A posição de Nikolas coloca mais pressão sobre as negociações do PL e indica que a sucessão no comando do Congresso poderá ser marcada por disputas internas na direita.





