O vereador Alisson da Educação (União Brasil), de Vitória da Conquista, utilizou a tribuna da Câmara Municipal para questionar a participação de professores e estudantes em uma mobilização política realizada na cidade. Durante o pronunciamento, o parlamentar criticou a suspensão de aulas em dia letivo e cobrou atenção aos trabalhadores terceirizados da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), que enfrentam atrasos salariais.
A manifestação ocorreu após um ato organizado por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que reuniu professores e estudantes em defesa da reeleição do petista. Para Alisson, há uma contradição entre a mobilização política e a situação enfrentada pelos trabalhadores da universidade pública.
Vereador questiona suspensão de aulas
Ao abordar o ato, Alisson da Educação demonstrou preocupação com a paralisação de atividades escolares durante um dia letivo. Segundo ele, escolas da rede estadual, especialmente na zona leste de Vitória da Conquista, teriam suspendido aulas para que professores e estudantes participassem da manifestação.
“Utilizando a educação como massa de manobra”, afirmou o vereador ao criticar o que considera uma utilização política do setor educacional.
O parlamentar argumentou que a suspensão das atividades pode comprometer o cumprimento da carga horária dos estudantes, que deve ser assegurada conforme a legislação educacional. Na avaliação dele, a participação em manifestações políticas não deveria prejudicar o calendário escolar.
Alisson destaca salários atrasados na UESB
O principal ponto do pronunciamento foi a situação dos trabalhadores terceirizados da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Conforme destacou o vereador, esses profissionais realizaram uma mobilização para reivindicar o pagamento dos salários atrasados.
Alisson questionou a prioridade dada à manifestação política enquanto trabalhadores vinculados à educação pública enfrentam dificuldades para receber seus vencimentos.
“Então, o partido vai à luta pedir permanência do seu candidato à Presidência e esquece do que está acontecendo dentro da própria universidade pública”, declarou.
O vereador também afirmou que, segundo sua avaliação, trabalhadores terceirizados de outros setores do Governo do Estado em Vitória da Conquista tiveram seus pagamentos preservados, enquanto os profissionais ligados à educação continuariam enfrentando problemas.
A declaração aponta para uma cobrança direcionada à gestão estadual e à situação administrativa que afeta os serviços educacionais. A identificação dos responsáveis pelos atrasos, entretanto, depende de informações sobre os contratos e os procedimentos de pagamento envolvidos.
Debate sobre prioridades na educação
Ao encerrar sua fala, Alisson da Educação voltou a questionar o argumento de que a mobilização política teria ocorrido em defesa da educação. Para o parlamentar, a defesa do setor precisa incluir também as condições de trabalho dos profissionais e o pagamento dos salários dos terceirizados.
“Nós contradizemos o argumento de que o movimento ontem foi em prol da educação”, afirmou.
O pronunciamento acrescenta um novo elemento ao debate sobre a educação pública em Vitória da Conquista: de um lado, a participação de professores e estudantes em manifestações políticas; de outro, as reivindicações de trabalhadores que cobram a regularização dos pagamentos.
A situação dos terceirizados da UESB e os possíveis impactos das paralisações sobre o calendário escolar permanecem como questões relevantes para a comunidade acadêmica e para as famílias dos estudantes.





