Fechar Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Sobre
    • Contato
    • Política de Privacidade
    Instagram YouTube
    Voz de Conquista
    sábado, maio 9
    • Home
    • Notícias
    • Bahia
    • Vitória da Conquista
    • Geopolítica
    • Brasil
    • Economia
    • Saúde
    • Vídeos
    Voz de Conquista
    Início » Bancada do PT Não Assina CPI de Milícias e Facções
    Brasil

    Bancada do PT Não Assina CPI de Milícias e Facções

    Vinicius LimaPor Vinicius Limaoutubro 30, 2025Nenhum comentário4 minutos lidos
    WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Tumblr E-mail

    Recentemente, o Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado decidiu não assinar o requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A CPI foi criada para investigar milícias e facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). (Metrópoles)

    Além disso, crescem as evidências de que o crime organizado no Brasil possui ramificações transnacionais e profundas ligações políticas. O impacto social também é crescente. Esse recuo do governo se mostra perigoso, não apenas para a segurança, mas também para a credibilidade institucional.


    O problema no Brasil

    O requerimento da CPI foi protocolado em 5 de fevereiro de 2025, e contou com 31 assinaturas — número suficiente para sua instalação. No entanto, nenhum senador da bancada petista assinou. (Metrópoles)

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou:

    “É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro.”

    Entretanto, o país continua enfrentando uma escalada de violência. Milícias atuam em territórios urbanos e rurais. Há registros de vítimas com risco de perda de casa, suicídio e danos a bens provocados pela ação dessas redes criminosas.

    Quando parte do Parlamento se recusa a investigar, surge um problema: quem garante a transparência? A ausência de assinatura da bancada petista não é mero detalhe político. Ela indica, no mínimo, falta de disposição clara para o escrutínio.


    Por que isso importa internacionalmente

    O combate ao crime organizado não é apenas uma questão interna. Em democracias consolidadas, é exigida participação ativa dos parlamentos. Comissões especiais devem ter poder de convocação, acesso a informações e cooperação internacional.

    Na União Europeia, por exemplo, relatórios da European Parliamentary Research Service mostram aumento na frequência e severidade de crimes organizados. (Parlamento Europeu)

    Além disso, a prática internacional demonstra que comissões parlamentares desempenham papel central no combate sistemático a organizações criminosas. Um exemplo é a italiana Commissione Parlamentare Antimafia, ativa desde os anos 60. (Wikipedia)

    Em geral, as boas práticas envolvem:

    1. Assento multipartidário nas comissões;
    2. Poder de requisitar relatórios, testemunhos e dados;
    3. Independência do executivo;
    4. Colaboração com agências internacionais.

    Estudos sobre supervisão de inteligência mostram que quanto mais robustos esses mecanismos parlamentares, menor o risco de captura ou complacência institucional. (dcaf.ch)

    Portanto, ao criar a CPI mas permitir que uma bancada relevante não assine, o Brasil envia um sinal fraco. Isso sugere que o tema pode ser politizado ou evitado.


    Crítica à postura do governo e da bancada

    Selectividade política: Quando partes do governo ou da bancada optam por não assinar, parece haver lógica de “quando me interessa investigo, quando não, ignoro”. Isso mina a percepção de imparcialidade da investigação.

    Falta de transparência: O crime organizado prospera onde há omissão institucional. Ao recusar assinar, a bancada gera dúvidas sobre se está comprometida com o interesse público ou interesses partidários.

    Desalinhamento internacional: Comparado a países que investem em comissões permanentes de investigação, o Brasil parece adotar postura menos vigorosa. Isso prejudica a cooperação em temas de fronteira, lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

    Consequências sociais: A lentidão institucional gera custo para a sociedade: vítimas mais vulneráveis, aumento da violência e fragilidade do Estado de Direito. Quando se deixa de investigar, organizações criminosas ganham poder.


    O que deveria ser feito

    • Instaurar a CPI sem vacilação, com apoio amplo e multipartidário, dando legitimidade e força ao processo.
    • Garantir poder real à comissão: acesso a relatórios governamentais, cooperação internacional e possibilidade de convocar testemunhas.
    • Seguir exemplos internacionais: mandato claro, prazo definido, recursos adequados, independência e comunicação transparente com a sociedade.
    • Evitar tratar o combate ao crime organizado como “político” ou “eleitoral”. É parte da proteção de direitos fundamentais e da segurança cidadã.
    • Fortalecer mecanismos de transparência e supervisão para que Executivo, Legislativo e Judiciário atuem contra a criminalidade e não em omissão.

    Conclusão

    A criação da CPI do crime organizado no Senado é necessária, mas incompleta se partes relevantes do Parlamento se recusarem a participar. A postura da bancada petista transmite fragilidade institucional e abre brechas para que a investigação fique aquém das boas práticas internacionais.

    Se o Brasil deseja se posicionar como país comprometido com segurança, Estado de Direito e cooperação global, não basta criar instrumentos — é preciso ativá-los, respaldá-los e usá-los de forma independente. Caso contrário, o custo será pago por toda a sociedade: mais impunidade, mais violência e menos confiança nas instituições.

    Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Telegrama E-mail Copiar link

    Postagens relacionadas

    Empresário aponta mudança de comportamento entre jovens trabalhadores e reacende debate sobre mercado de trabalho

    maio 8, 2026

    Caixa de bombom antiga viraliza e levanta debate: “antes vinha mais?”

    maio 8, 2026

    Raphael Souza, da Choquei, pode enfrentar até 40 anos? Entenda o que há por trás do caso

    maio 8, 2026

    Adriano Galdino critica pesquisas eleitorais e reforça apoio a Lula para 2026

    maio 7, 2026

    PL aposta em impeachment de Alexandre de Moraes como pauta única nas eleições ao Senado

    maio 7, 2026

    Luiz Fux é sorteado relator de ação que tenta anular rejeição de Messias

    maio 6, 2026
    Últimas Notícias

    Secretaria de Cultura e Conselho discutem acessibilidade no Arraiá da Conquista 2026

    maio 9, 2026

    Procon fiscaliza bancos e cobra cumprimento das leis municipais em Vitória da Conquista

    maio 9, 2026

    Mudança no tráfego do Beco do Amor reforça segurança no Alto Maron

    maio 9, 2026

    Empresário aponta mudança de comportamento entre jovens trabalhadores e reacende debate sobre mercado de trabalho

    maio 8, 2026
    Instagram YouTube
    • Sobre
    • Contato
    • Política de Privacidade
    © 2026 Voz de Conquista - Todos os diretiros reservados.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.