Candidato à Presidência defende mudanças na segurança pública e ampliação do sistema prisional
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu neste domingo (30), em São Paulo, com Gustavo Villatoro. Ele é ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador.
O encontro teve como foco o combate ao crime organizado. Além disso, os participantes discutiram as políticas de segurança adotadas pelo governo de Nayib Bukele.
Sérgio Moro (PL) também participou da reunião. O senador é candidato ao governo do Paraná.
Flávio defende modelo de segurança de El Salvador
Durante o encontro, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende se inspirar no modelo de segurança de El Salvador. O país é governado por Nayib Bukele.
Nos últimos anos, Bukele adotou uma política de forte repressão às organizações criminosas. Como resultado, o governo salvadorenho afirma ter reduzido de forma significativa os índices de homicídios.
Por outro lado, o modelo também recebe críticas. Organizações de direitos humanos denunciam prisões arbitrárias e outras violações.
Mesmo assim, Flávio vê algumas medidas salvadorenhas como referência para o Brasil. Segundo ele, o país precisa endurecer o combate às facções criminosas.
Candidato quer criar Ministério da Segurança Pública
Além da política de combate às facções, Flávio defende uma mudança na estrutura do governo federal.
O candidato propõe a criação de um Ministério da Segurança Pública. A pasta teria a função de coordenar ações das forças de segurança.
A proposta também busca ampliar a integração entre os governos federal e estaduais. Dessa forma, o candidato pretende fortalecer o combate ao crime organizado.
Flávio também defendeu a ampliação do sistema prisional brasileiro. Segundo ele, o país precisa aumentar o número de vagas nos presídios.
A proposta inclui a construção de novas unidades prisionais. O objetivo, de acordo com o candidato, seria aumentar a capacidade do Estado de manter criminosos presos.
Sérgio Moro participa da reunião
Sérgio Moro também participou da conversa com o ministro salvadorenho. O senador é candidato ao governo do Paraná.
Moro tem histórico de atuação na área de segurança pública. Além disso, foi ministro da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro.
Após o encontro, Moro também demonstrou interesse na experiência de El Salvador. O senador defende medidas mais duras contra organizações criminosas.
No Paraná, ele também pretende ampliar a estrutura de segurança. Entre as propostas está a construção de um presídio de segurança máxima.
Moro afirmou que a unidade poderá receber o nome de “Presídio El Salvador”. A escolha seria uma referência ao modelo adotado pelo governo de Bukele.
Modelo de Bukele divide opiniões
A política de segurança de El Salvador ganhou destaque internacional. O governo de Bukele afirma que as medidas reduziram drasticamente a violência.
Entretanto, o modelo também é alvo de críticas. Entidades de direitos humanos questionam a forma como as prisões são realizadas no país.
Desde 2022, El Salvador mantém um regime de exceção. A medida ampliou os poderes das autoridades de segurança.
Com isso, milhares de pessoas foram presas durante operações contra as organizações criminosas. O governo afirma que a estratégia enfraqueceu as facções.
Por outro lado, críticos apontam possíveis abusos cometidos durante as operações. Por isso, a adoção do modelo no Brasil deve provocar debates.
Segurança deve ganhar espaço nas eleições
A reunião entre Flávio Bolsonaro, Sérgio Moro e Gustavo Villatoro coloca a segurança pública novamente no centro do debate eleitoral.
De um lado, os defensores do modelo salvadorenho destacam a redução da violência. Por outro, críticos alertam para os riscos de medidas que reduzam garantias individuais.
No Brasil, Flávio pretende adaptar parte dessa estratégia. Para isso, defende mais investimentos, integração entre as forças policiais e aumento do encarceramento.
Enquanto isso, Moro pretende levar algumas dessas ideias para o Paraná. A segurança pública deve, portanto, ser uma das principais bandeiras de sua campanha.
O encontro em São Paulo mostra que o modelo de Bukele já influencia o debate político brasileiro. Agora, a discussão deve avançar sobre quais medidas podem ser aplicadas no país.
Além disso, será necessário avaliar os limites legais e constitucionais dessas propostas. O tema promete gerar novos debates durante a campanha eleitoral.





