Uma declaração do então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o poder dos consumidores de pressionar empresas voltou a repercutir nas redes sociais nesta semana. A fala foi feita em janeiro de 2023, durante um painel do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Na ocasião, Haddad afirmou que os consumidores poderiam utilizar suas escolhas de compra como instrumento de pressão contra empresas. Segundo ele, algumas companhias teriam se engajado com o governo anterior, classificado pelo ministro como extremista, o que teria motivado parte da população a deixar de consumir seus produtos.
“Até como consumidores, nós temos condição de pressionar”, declarou Haddad durante o evento.
Em seguida, o então ministro relatou sua própria postura diante de empresas que, em sua avaliação, não demonstrassem compromisso com determinadas pautas. “Eu não compro nem um, nem um palito de fósforo de uma empresa que não tenha compromissos com essas questões”, afirmou.
Haddad se referia a compromissos empresariais relacionados à preservação do meio ambiente, à igualdade de gênero, ao combate ao racismo e à sustentabilidade.
Declaração volta ao debate político
A retomada do vídeo ocorre em um momento posterior à saída de Haddad do Ministério da Fazenda. Ele deixou o cargo em março de 2026 para disputar o governo de São Paulo.
Na eleição estadual, Haddad foi derrotado por Tarcísio de Freitas ainda no primeiro turno.
A declaração de 2023 voltou a alimentar discussões sobre a relação entre política, consumo e posicionamento ideológico de empresas. O episódio também reacende o debate sobre a liberdade dos consumidores de escolher marcas de acordo com suas convicções e sobre o uso de boicotes como forma de manifestação política.
A fala de Haddad foi apresentada originalmente no contexto de compromissos sociais e ambientais das empresas. Com a nova circulação do vídeo, o trecho passou a ser retomado também no debate político nas redes sociais.





